- O que acha de Denise, Lua?
- Ah, não sei... O bebê é de vocês... Vai ser de vocês. – Carla passara o
jantar todo falando sobre o nome do bebê, as roupas, a cor do quarto...
Lua apenas concordava e Arthur comia em silencio. Carla iria para a
casa de sua irmã naquela noite, para dar privacidade aos dois. Lua mal
tocava na comida, seu estomago estava embrulhado, de tão nervosa que
estava.
- Bom, vou pegar minha bolsa e já vou. – Carla se levantou e Lua teve que se lembrar de como respirar.
- Se precisar de alguma coisa, pode ir até o meu quarto, tudo bem? –
Carla disse a Lua antes de sair. Ela assentiu com a cabeça. – Bom, estou
indo. Volto amanhã depois do almoço. – Despediu-se de Arthur e saiu.
Lua ficou sentada na cadeira, imóvel, tentando se controlar, tentando
respirar e manter-se calma.
- Lua. – ela estremeceu ao ouvir a voz de Arthur atrás dela. Mordeu o
lábio inferior e tomou coragem para se virar. – Por que não vemos um
filme? Tem um bom passando na TV. – Lua concordou e se levantou,
cambaleando. Arthur a segurou pela cintura antes que ela caísse.
- Você está bem?
- Estou. Só um pouco tonta, preciso me sentar. – ele a ajudou a chegar ao sofá e a colocou lá.
- Vou pegar um copo d'água. – ele saiu e voltou em um estante com o
copo. Lua deu dois goles e o entregou a ele. – Está melhor?
- Estou, eu não sei o que é, acho que estou nervosa, só isso. – ele
sorriu levemente. Era a primeira vez que Lua o via sorrir para ela.
- Não fique. Eu vou pegar o controle da TV.
Lua e Arthur estavam sentados no mesmo sofá enquanto viam o filme.
Quando acabou, Arthur viu que Lua adormecera ao seu lado. E a pegou nos
braços. Ela nem ao menos se mexeu. Subiu com ela, abriu a porta com o pé
e a deitou na cama. Tirou seus sapatos e ficou a observá-la. Era
diferente de outras garotas de dezenove anos, estava se sacrificando por
sua mãe. Ele se sentou ao seu lado e passou a mãe por seu rosto, traçou
seus lábios, afagou seus cabelos.
- Thu? O filme acabou? – ela perguntou sonolenta.
- Já sim. Eu vou para o meu quarto. – Lua o segurou pelo braço não o deixando sair.
- Eu a... – tentou falar algo, mas nada saiu. Ela mordeu o lábio inferior e se apoiou nos cotovelos.
A franja caíra sobre os olhos, Arthur a tirou dali. Lua sentiu sua
respiração ofegante, seu coração querer rasgar sua pele...Mirou o nada,
envergonhada. O quarto estava escuro, apenas um fio de luz passava pela
fresta da janela. Arthur levantou seu rosto com as mãos e acariciou sua
bochecha. Lua tragou a saliva e o umedeceu os lábios, sentiu a
respiração dele mesclar-se a sua e então seus lábios quentes tocarem os
seus delicadamente, mal encostando-se. Arthur foi colocando o peso de
seu corpo sobre ela fazendo com que seus cotovelos vacilassem e ela
caísse na cama novamente. Ele voltou a beijá-la ainda delicadamente, mas
um pouco mais intenso. Lua sentiu a língua dele contornar seus lábios e
os abri-los gentilmente. Passou as mãos pelos cabelos macios de Arthur,
se sexo era aquilo, não tinha o porque ela temer, ela pensava.
Os beijos de Arthur começaram a ficar cada vez mais intenso. Suas mãos
passeavam pelo corpo de Lua. Ele a sentiu desconfortável embaixo dele.
- Tudo bem? Estou te machucando? – ele perguntou, preocupado.
- Não, é só que... Eu estou, er, com medo. – sentiu seu rosto queimar – Estou me sentindo uma idiota, desculpe. – Arthur riu.
- Estranho seria se você não estivesse. É só relaxar, Lua. – Ele sorriu
mais uma vez, deixando Lua arrepiada, ele não sorria com frequência, mas
quando sorria, a deixava estremecida. Ele distribuiu beijos em seu
pescoço, olhos, bochechas, e chegou nos lábios novamente. Desabotoou os
botões da camisa sem parar o beijo e a deixou aberta, voltando com as
mãos para a cintura dela. Dulce passou as mãos por seu peitoral nu, o
deixando estremecer com o toque. Ele se afastou dela para medir sua
expressão, ela estava nervosa e ele achava aquilo bonito, inocente, era
aquilo que Lua era, inocente. Levantou a blusinha rosa que ela usava e a
deixou de sutiã. Lua corou novamente.
- Relaxa, Lua. – ele sussurrou em seu ouvido.
As peças de roupas foram logo distribuídas pelo chão do quarto, Arthur
estava pronto para fazer o que tinha que fazer. Lua tentava respirar e
se manter calma.
- Se eu a machucar, me avise. – sussurrou novamente.
Arthur tirou o sutiã de Lua e começar a sugar seus seios, ela não se
conteve e soltou um leve gemido que foi logo abafado pelo beijo de
Arthur. Ele beijou seus seios, sua barriga e foi descendo deus beijos
ate chegar em sua intimidade. Então Arthur a penetrou. Lua apertou os
olhos ao senti-lo dentro de si. A dor fora inevitável. Um grito foi
abafado pelos lábios de Arthur chocando-se aos seus. Logo a dor dava
lugar a sensação de prazer, a deixando mais relaxada. Agora estava
feito, ela não poderia mais voltar atrás.
Continua.....

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