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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Doce amor capitulo 24 e 25




Droga, por que ela não esclarecia de uma vez as coisas? Por que não admitia ser a mulher do quadro e lhe dizia como entrar em contato com Andre Souter?
Arthur balançou a cabeça.

— Porque é conveniente demais, não acha?]

— Conveniente para quem? — perguntou Lua, trê­mula. Certamente não para ela.

Os pais lhe disseram há muito tempo que ela era ado­tada, claro. E foram maravilhosos, por isso Lua jamais quis magoá-los e jamais tentou encontrar os verdadeiros pais.
E haveria motivo? Obviamente eles não a quiseram quando Lua nasceu, então por que eles a quereriam ago­ra que era adulta?

— Veja, Lua, eu não me importo que você tenha po­sado nua para este cara. Eu só quero entrar em contato com Andre Souter — disse Arthur, com uma brutal honestidade.

— Bem, então se vire! — respondeu. — E por favor me avise, porque depois disso tudo eu também gostaria de conversar com ele.


  capitulo 25



— Está certo. Conversar não é algo que você faça quando está na cama, não é?
— Insultos não nos levarão a lugar algum, Arthur — dis­se Lua, trêmula. Aparentemente o chocolate não serviu muito para aliviá-la do choque. Na verdade, agora ela se sentia nauseada.


Se bem que não é todo dia que alguém lhe mostra uma pintura que possivelmente seja o retrato da mãe que você jamais conheceu. Um retrato, aliás, que era exatamente aquilo que Arthur dissera sobre ele.
Quem quer que fosse a mulher, Andrew Southern es­tava apaixonado por ela ao pintar aquele quadro. Estava claro em cada pincelada, em cada detalhe da beleza sen­sual da modelo.
Isso queria dizer que o pintor era o pai de Lua?
Ou será que o pai dela era o proprietário que mantivera o quadro escondido do público por todos estes anos? Havia algumas questões que Lua queria respondidas. Mas, por enquanto, tinha de lidar com a desconfiança de Arthur.

— Você pode pensar o que quiser sobre o retrato, Arthur. Sua opinião realmente não me interessa. Eu sei que a mu­lher não sou eu, e isso é o que importa.
— Você realmente espera que eu acredite que, se o re­trato for mesmo da sua mãe, ela estava com... O quê? Vin­te e seis, vinte e sete anos?

Ela deu de ombros para o ceticismo dele.

— Isso se encaixaria perfeitamente no período que Andre Souter se dedicou a retratos. E, só para constar, Arthur, eu não espero que você acredite em nada. Já disse, não me importa.

Lua estava pensando é que deveria encontrar o pintor por si só e perguntar a ela sobre a mulher no quadro. Mas se um homem como Arthur Aguiar, com todo o prestígio das galerias Aguiar, não era capaz de passar pelo agente do recluso artista, como Lua conseguiria?
Ela daria um jeito.
Não podia apenas sair daquele escritório fingindo que jamais vira a pintura. O retrato da mulher que com certeza era sua mãe...
Ela teria de conversar com os pais também, claro. Também não podia simplesmente sair à procura dos pais biológicos sem avisá-los primeiro. Lua lhes devia uma justificativa e eles a entenderiam, com certeza. Os pais a criaram com a noção de que Lua era importante para eles e de que era amada, mas ao mesmo tempo a ensinaram a ser independente mental e espiritualmente. Eles não deixariam de apoiá-la na busca pela mulher do retrato.


Continua.....

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