Os resultados finalmente saíram. Lua era saudável e estava pronta para
fazer o que tinha que fazer. Ela preparava sua mala em casa, moraria com
Carla e Arthur durante a gestação, naquele dia, eles iriam até a
clinica para que Lua fizesse a inseminação.
- Mas, filha, trabalhar como doméstica na capital? Qual é a diferença?
- Mamãe, eles vão me pagar o dobro! Vou mandar o dinheiro pelo correio.
Apenas Sophia sabia o que Lua estava indo fazer na capital. Acabou de
arrumar sua pequena mala, despediu-se da mãe e saiu de casa. Sophia
estava a esperando, a levaria de carro até lá. Quando chegaram, Sophia
suspirou.
- Tem certeza de que quer fazer isso, Lu?
- Tenho. Eu te ligo mandando noticias, e fica de olho na minha mãe, por favor.
- Vou ficar. – Lua se despediu de Sophia e saiu do carro. Sentiu o sol
bater em seu rosto e logo Carla estava saindo para ajudar Lua com a
mala. Elas entraram, e logo Carla tratou de acomodá-la.
Foram logo para a clinica e se encontraram com Arthur lá. O médico
explicava a Lua como a inseminação seria feita. Lua estremeceu enquanto
ele explicava o procedimento. Uma agulha? Levando os espermas de Arthur?
Lua morria de medo de agulhas. Queria sair correndo daquela sala.
- E tem algum problema eu ser...Bem, eu ser virgem? – Lua perguntou
corando. Estavam apenas ela e Carla na sala, Arthur esperava do lado de
fora.
- De jeito nenhum, mas pode ser um pouco mais dolorido. – Lua assentiu
um pouco assustada. – Bom, temos que fazer alguns testes antes e então
podemos fazer.
Houve um problema, Lua era alérgica a um dos medicamentos usados para
poder fazer a inseminação. Carla sabia que haviam grandes chances de dar
errado, como o doutor havia lhe explicado. Lua se desculpou dizendo
inúmeras vezes o quanto sentia... Mas Carla possuía uma carta na manga,
não desistiria assim tão fácil de Lua.
- O QUE? Não... m-mas esse não foi o combinado! – Lua gritava ao ouvir a proposta que Carla lhe fizera.
- Lua, não será nada demais, é profissional! – Carla se defendeu. Lua
chegara a ficar vermelha de raiva e vergonha com que ela a pedira.
- Acho que está me confundindo, senhora! EU.NÃO.SOU.UMA.PROSTITUTA! –
Lua pegou a mala que estava no sofá e saiu batendo a porta. Não poderia
aceitar uma coisa daquelas. Ela caminhou até a rodoviária e ligou para
Sophia, perguntando se ela poderia buscá-la. Depois de uma hora, Sophia
chegou a rodoviária.
Continua.....

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