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sábado, 10 de novembro de 2012

Barriga de Aluguel capítulo 6 e 7



- Ela te pediu que transasse com o marido dela? – Sophia perguntou, embasbacada. Lua apenas assentiu com a cabeça. – Meu Deus, Lua, isso é um absurdo, essa mulher é completamente descontrolada! E o que o... O marido dela disse?  
- Não sei, ele estava trabalhando. Quando ela falou eu saí praticamente correndo de lá. Soph, isso é loucura, eu não posso...Não posso fazer isso!  
- Vou morrer e não vou ver tudo, juro.  
  
Uma hora depois, Sophia deixou Lua em casa. Lua pegou sua mala, despediu-se de Sophia e entrou em casa. Chamou por Blanca, mas não houve resposta. O pequeno casebre estava revirado... Os móveis jogados, copos quebrados. Uma onda de pavor tomou conta de Lua ao não ouvir respostas de sua mãe. Ela finalmente ouviu um ruído baixo vindo do pequeno quarto onde sua mãe passava a maior parte do tempo.  
- Mãe! – Blanca estava caída ao lado da cama, com o rosto sangrando. Lua abaixou-se ao seu lado. – Mamãe, o que houve? – ela perguntou entre lágrimas.  
- Seu pai, ele bebeu e...  
- Ah, mãe. Me desculpe por ter te deixado sozinha! – Lua a colocou na cama e ligou para Sophia.

  capítulo 7


Mariana, mãe de Sophia a acompanhou até a casa de Lua. Elas a ajudaram a curar os ferimentos de Blanca e compraram algumas coisas para ela comer. Quando Blanca adormeceu, Lua as chamou na cozinha.  
- Eu não posso continuar assim, eu tenho que ajudá-la. Vou ter que reconsiderar aquilo, Soph. – Lua falou. Mariana ficou sem entender.  
- Reconsiderar o que Lua?  
- Uma proposta de emprego. Olhe, seria pedir demais que ela ficasse na casa de vocês durante esse tempo? Acho que volto para Guadalajara em dez ou onze meses. Vou mandar o dinheiro pelo correio para cobrir as despesas, mas não posso levá-la junto e não posso deixá-la sozinha.  
- Lua, querida, você se tornou muito importante nas nossas vidas, não a vemos mais como uma funcionaria, mas uma irmã para Soph e uma filha para mim. Vá, nós cuidamos de Blanca, mas por favor, tome cuidado.  
Lua agradeceu a ambas. Mariana levou Blanca para sua casa naquele dia.  
Sophia e Lua saíram para comprar algumas coisas que ela deveria levar para a capital.  
- Preciso mudar o cabelo, sabe, se eu vou para a capital preciso estar mais apresentável e não com essa aparência de roceira.  
- Por que não pinta com essa cor? Eu compro e te levo ao salão agora!  
  
As duas partiram no carro de Sophia. Lua pintou os cabelos com o loiro brilhante que Sophia havia escolhido, e que Lhe caíra muito bem. Fez baby liss ... Estava quase irreconhecível se não fosse pela cor de seus lindos olhos que a entregavam.
Lua fez as malas mais uma vez e se despediu de todas. Havia ligado para Carla que havia ficado radiante com a reconsideração de Lua.  
- Se cuida, Lu. Essa mulher é louca!  
- Não é com isso que eu estou mais preocupada. – elas conversavam a caminho da casa dos Aguiar. 
- Com o que é então? – Lua mordeu os lábios e respirou fundo.  
- Eu nunca fiz isso Soph, eu estou com medo. Eu mal conheço esse cara e eu tenho a leve impressão de que ele me odeia.  
- Eu ainda acho que é loucura, Lua. Mas se você mudar de ideia, me ligue imediatamente.  
  
Elas se despediram e Lua saiu do carro, dessa vez com duas malas, com as roupas que Sophia havia lhe comprado. Ela tocou a campainha duas vezes, estava escuro e frio lá fora. Arthur atendeu.  
- Ah, Lua? Você, está diferente. – ele disse, surpreso. Ela apenas sorriu. – Venha, entre. Carla está no banho.  
Lua entrou e esperou que ele fechasse a porta.  
- Venha, vou lhe mostrar o seu quarto. – ele pegou as malas de Lua e subiu com ela até o segundo andar. O quarto de Lua era grande, com uma cama de casal revestida com lençóis impecavelmente brancos. – É, Lua... Você não precisa fazer isso. – ele disse um tanto sem jeito.  
- Eu preciso desse dinheiro mais do que você imagina. – ela disse com os olhos marejados novamente.  
  
- Está tudo bem? – ela não conseguiu se segurar. Esteve controlada o tempo todo na frente de sua mãe, mas naquele momento ela desabara de vez. Não poderia continuar a deixar sua mãe naquele estado, enchia-se de dor ao ver o sofrimento dela por causa de seu pai, ela contou tudo isso a Arthur que a escutara pacientemente.  
- Eu sinto por isso, Lua. Confesso que eu não estou exatamente entusiasmado com essa situação, mas Carla está me cercando. Sei que está com medo, mas vou tentar fazer com as coisas sejam mais... fáceis possível para você, está bem? – ela assentiu com a cabeça. Arthur não era um homem tão mal e insensível afinal.
Lua se acomodou no quarto. Guardou suas roupas no armário, organizou seus objetos de higiene pessoa no banheiro que havia dentro do quarto e vestiu roupas mais leves. Estava na sala de jantar, jantando com Carla e Arthur.  
Continua......

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