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sábado, 3 de novembro de 2012

Barriga de Aluguel capítulo 4



Após algum tempo de conversa. Carla passou as instruções a Lua, a que horas ela deveria estar lá novamente para que pudessem a levar para fazer alguns exames na manhã seguinte.  
  
- Por que você disse aquilo, Arthur! Você sabe que é melhor que você...  
- Chega! Eu não quero mais escutar isso. Vou ligar para o Doutor Otávio e dizer que reconsideramos a inseminação na garota. Não há mais nada a ser discutido.  
  
Apesar de ter sido contrariada, Carla estava esperançosa, pois Lua era bastante jovem e se Deus quisesse muito saudável. Então, tudo daria certo, e ela finalmente poderia realizar o sonho e a obsessão em ser mãe.
Lua acordou cedo, tomou um banho e pegou mais um ônibus até a capital. Faria os exames para finalmente ir para a parte principal de tudo aquilo. Ainda estavam discutindo sobre o preço, que seria alto, o bastante para ajudar sua família, para manter sua mãe bem e ajudar seu pai. Ela chegou  na grande casa do casal e tocou a campainha uma vez, quem abriu foi Arthur, já com a chave do carro na mão. 
  
- Bom dia. – ela disse sem jeito. 
- Bom dia. Carla teve um imprevisto na empresa e precisou ir até lá. Eu vou levá-la para fazer os exames. – ele disse frio e ríspido. Lua se incomodava com isso, que culpa ela tinha, afinal? Era ele quem estava no jornal pedindo por um garota jovem e saudável para gerar um filho dele. Ela apenas concordou com a cabeça e o acompanhou até o carro. Ele abriu a porta para que ela entrasse. Estavam em silencio absoluto dentro do carro. 
- Se importa se eu ligar o rádio? – ele perguntou. 
- Não. – Lua murmurou. Ele ligou o rádio em uma estação qualquer e foram apenas ouvindo a música o caminho inteiro.
Chegaram a clínica e foram direto para a ginecologista de Carla que atenderia Lua. Lua passou por uma série de exames, sangue, urina, ecografias, HIV... Tudo para ter certeza de que estava em perfeitas condições para gerar o herdeiro da família Aguiar. Arthur a acompanhou em silencio em todos os exames. Ele se sentou na cadeira do consultório enquanto Lua passava para uma sala ao lado divida apenas por uma cortina para realizar o exame de toque. 
  
- Ah, você é virgem, Lua! – a doutora exclamou. Lua corou e acenou com a cabeça. Arthur corara também ao ouvir. Pigarreou ao vê-las voltando para o consultório. 
- Então, os resultados ficam prontos em torno de duas horas. Mas pelo que pude ver você está ótima, Lua. Vamos esperar pelos resultados. 
- Claro, enquanto isso nós podemos ir comer alguma coisa. O que acha? – Arthur perguntou ainda sério. 
- Claro, por mim tudo bem.
Lua e Arthur foram ao restaurante ao lado da clinica. Estavam em silencio durante o almoço, quando Arthur resolveu quebrá-lo. 
  
- Olha, me desculpe por estar sendo tão rude o tempo todo. – ele falou pensativo. Lua apenas acenou de leve com a cabeça. – É só que... Eu não concordo muito com isso, entende? Não que eu não queira ser pai, eu quero. Mas acho isso exagero demais. Eu não me importaria em adotar, mas Carla faz questão de ter um filho que seja meu pelo menos, e ela já está me deixando louco. 
Lua apenas olhava sem jeito, via o sofrimento nas palavra de Arthur. Carla tinha jeito de realmente ser difícil, ainda mais com aquela ansiedade por ser mãe. O celular de Arthur tocou, Lua voltou a comer enquanto ele falava. 
- Era minha irmã, preciso pegar meu sobrinho na escola. Quer vir junto? 
- Claro, tudo bem – ela disse um tanto desconcertada. Arthur pagou a conta e os dois saíram. Dentro do carro, Arthur abria e fechava a boca procurando as palavras certas para perguntar algo a Lua. 
  
- Mas, e você... Por que está fazendo isso? Você é só uma garota, poderia estar fazendo tantas coisas... 
- Tenho meus motivos. – foi tudo o que ela conseguiu dizer. Ele assentiu com a cabeça. 
- Chegamos. Eu já volto. 
Lua o observou sair do carro. Ele estava vestido em um par de jeans escuros, e uma camisa social branca. Ele se agachou e abriu os braços. Um pequeno garotinho de cabelos castanhos pulou em seus braços. Arthur o colocou no banco de trás e passou o cinto por ele. 
  
- Onde está a tia Carlinha? – o garotinho perguntou olhando para a garota de cabelos negros em sua frente 
- Está trabalhando. Esta é Lua, amiga da tia Carla. E esse é meu sobrinho, Miguel.
Continua.....

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