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sábado, 3 de novembro de 2012

Doce amor capitulo 21




— Você almoçou hoje? — ele perguntou, desconfiado.
— Na verdade... — Lua sentou-se e bebeu um pouco da água gelada. — ...não.

Ele balançou a cabeça e voltou à geladeira.

— Por que não? — perguntou, pegando uma barra de chocolate e entregando a ela. — Coma — ordenou. — Você vai se sentir melhor.

De algum modo Lua duvidou, mas o chocolate certa­mente não a faria mal. Ela ouvira que doce fazia bem para quem estava em choque, o que era o caso.
Olhando novamente para o retrato, lentamente mordiscou dois pedacinhos da barra.
A mulher no quadro era linda, mais do que ela. Arthur não percebia aquilo? E tinha um ar provocativo, uma sen­sualidade, aqueles olhos dourados semifechados, como se escondesse um segredo.
Lua sentiu que recomeçara a tremer e refletiu sobre qual poderia ser o segredo.
Ela comeu mais dois pedaços de chocolate antes de perguntar:

— Onde você comprou isso?
— Já lhe disse, no norte a Inglaterra — Arthur andava de um lado para o outro no escritório.

Lua o olhou com impaciência.

— Pode ser mais específico? De quem você o com­prou? Onde eles conseguiram o quadro? — de repente era vital que ela soubesse daquilo.

Arthur franziu a testa.

— Comprei de um jovem casal que acabara de herdar uma casa de um tio-avô ou coisa parecida. Eles jamais viram o quadro antes de o homem morrer porque o velho mantinha o quadro pendurado no próprio quarto — ele contou, com um pouco de raiva.

Arthur não podia dizer que se sentia à vontade com um velho babando diante do retrato de uma mulher, Lua!, que tinha idade para ser filha dele, se não neta.
Mas o casal não sabia nada sobre a mulher no retrato, quem era ela ou como o tio-avô adquirira o quadro. Arthur sabia quem era a mulher, mas não tinha a menor idéia do que o retrato fazia no quarto de um velho e não nas mãos do homem que a pintara com tanto amor.
E não parecia que Lua estava a fim de esclarecer tais questões!
Ela molhou os lábios.

Continua.....

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