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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Opostos 70º e 71° Capitulo da 2º Temporada


Pensar!!!! 
 obs: luar vai ficar juntos de novo no capitulo 73
Arthur: Não isso é mais difícil pra mim do que pra você, e isso eu garanto. Nunca me apaixonei por ninguém e quando finalmente acho alguém que me faça ser alguém diferente que esteja disposto a mudar nada da certo.

Lua abaixou a cabeça limpando as lagrimas.

Arthur: Quer saber de uma coisa? (ela olhou pra ele que também tinha algumas lagrimas pelo rosto) Acho que minha vida tava melhor antes de te conhecer.

Lua sentiu um nó na garganta e saiu dali correndo. Ouvir aquilo, com certeza, a tinha destruído.
Obvio que aquilo não era verdade e falar aquilo, provavelmente deixou Arthur pior que Lua. Desde que a conhecera sua vida estava melhor do que nunca.

Mas assim seria melhor. Pelo menos era o que achava.

Sophia: Ei o que aconteceu? (entrou na sala com a cara preocupada)
Arthur: Por quê? (limpando o rosto cheio de lagrimas)
Sophia: Porque você ta chorando e a Lua saiu da escola chorando sem parar.
Arthur: Nada de mais. (deu de ombros)
Sophia: (suspirou) Vocês terminaram né?!
Arthur: Já tínhamos terminado faz tempo.
Sophia: Mas agora é definitivo. Né?!

Arthur sentou na cadeira colocando a mão no rosto. Parecia que só agora sua ficha tinha caído, só com esse pequeno comentário de Sophia ele tinha percebido que não tinha mais volta, que era PRA SEMPRE.

Sophia: Por que vocês não se acertam de uma vez?
Arthur: Não é tão fácil Soph.
Sophia: É sim.
Arthur: Pra você pode ser, mas pra gente...
Sophia: Isso só ta machucando os dois. Ta na cara que vocês se amam.
Arthur: Eu sei, mas que adianta se brigamos por tudo?
Sophia: Se você significa algo pra ela e ela pra você, vocês se acertariam mesmo brigando. Se acertem e parem de brigar por tudo, isso não vale tanto quanto o namoro de vocês. Vale?
Arthur: Não. (suspirou) Acho que não damos certo juntos.
Sophia: Vocês formam um casal lindo, se amam, e foram feitos um pro outro. Tem duvidas ainda? Vocês precisam se acertar caramba.
Arthur: Eu sei que você ta certa, mas não... (suspirou) Isso não vai acontecer. Nem por mim e nem por ela. Alem das brigas tem todas as diferenças.
Sophia: Que diferenças? 
Arthur: Vai dizer que não percebeu? Somos totalmente opostos.
Sophia: (bufou) Parem de se concentrar nas diferenças e vejam em o que vocês são iguais.
Arthur: Se você falar uma coisa eu fico muito feliz.
Sophia: São ciumentos, grandes amigos pra nós, são reservados em certos assuntos, não se abrem com facilidade... (revirou os olhos) Quer mais um?
Arthur: Claro.
Sophia: Se amam. E isso deveria bastar pra vocês. Não acha?

Arthur ficou calado.

Sophia: Sei lá. (passou a mão pelos cabelos) Talvez seja mesmo verdade aquela história.
Arthur: Que história?
Sophia: Que os opostos se atraem.
Arthur: Isso é uma bobagem Sophia.
Sophia: Uma bobagem que você e a Lua tão provando ser verdade.

Novamente ele ficou calado.

Sophia: Para e pensa Arthur. Ela é a única mulher por quem você já se apaixonou, quer desperdiçar isso por brigas sem função e coisas que já passaram? (esperou um pouco, mas ele não respondeu então saiu da sala) 
Com Lua.

Assim que saiu da escola foi direto pra casa. Nem se lembrou do material que ficou na sala e muito menos se importou em estar perdendo aula.

Entrou em casa correndo e foi pro quarto. Não parou quando sua mãe lhe chamou da ponta da escada perguntando o que tinha acontecido.

M. Cláudia: Lua o que faz aqui? (perguntou um pouco irritada por não estar na escola e nem ter lhe respondido quando a chamou) Ei o que aconteceu? (o nervosismo passou e se transformou em preocupação quando a viu chorar)
Lua: Ain mamãe. (soluçou) Eu sou uma idiota. Tudo culpa minha.
M. Cláudia: Do que você ta falando meu amor? (sentou ao lado dela abraçando-a)
Lua: O Arthur me odeia e é tudo culpa minha.
M. Cláudia: Por que ta falando isso?
Lua: Eu beijei o Matheus e o Arthur viu. Agora ele me odeia e não quer nem me ver mais.
M. Cláudia: E por que beijou o outro rapaz?
Lua: Eu sei lá. Mas o que importa é que o Arthur viu e me odeia.
M. Cláudia: Não acredito nisso Lua. Ele te ama. Ninguém passa a odiar uma pessoa assim da noite pro dia.
Lua: Mas ele me odeia. Até disse que a vida dele era melhor antes que eu aparecesse. (afundou a cabeça no pescoço da mãe chorando mais)
M. Cláudia: Ele deveria estar irritado. Sei que isso não é verdade.
Lua: É sim.
M. Cláudia: Meu amor. Por que beijou o outro menino?
Lua: Eu não sei. Ele me beijou e eu correspondi. Mas não significou nada.
M. Cláudia: Pra ele significou.
Lua: Eu sei. Ele não fala comigo, direito, desde a viagem. (limpou as lagrimas sentando direito na cama)
M. Cláudia: Ele esta magoado. Vocês dois estão. Vocês brigam de mais e não é nada bom pra vocês, pro namoro.
Lua: A gente não vai mais voltar. Ele não me quer mais por perto.
M. Cláudia: Você quer voltar com ele? 

Carinhos!!!! capitulo 71

Lua: É o que eu mais quero.
M. Cláudia: Então luta pelo que você quer meu amor. Ele te ama e isso ta na cara. Vocês só precisam se esforçar um pouco.
Lua: Ele não vai nem me ouvir.
M. Cláudia: Duvido.
Lua: Ele não me ama mais. (as lagrimas que tinham parado voltaram)
M. Cláudia: Se acalma meu amor. Quando vocês conversarem você pergunta. Mas eu sei que ele ainda te ama. Agora você vai descansar, dormir um pouco e relaxar.

Fez com que ela deitasse na cama e acariciou seus cabelos.

M. Cláudia: Vou ficar aqui com você.

Não demorou muito até que Lua pegou no sono.
Cláudia saiu do quarto e foi arrumar a casa. Fez o almoço e foi buscar Felipe na escola.
Quando voltou viu um carro estacionado na frente de casa e alguém dentro dele.

M. Cláudia: Não prefere entrar e conversar com ela? Acho que daqui ela não vai te ouvir.
Arthur: Não vim pra vê-la. (sorriu tímido) Vim pra trazer isso que ela deixou na escola hoje quando saiu. (entregou a mochila pra Cláudia)
M. Cláudia: Não me diga que veio só pra isso. Se fosse a Sophia ou a Mel, aí sim fariam isso. (abriu a porta do carro dele) Entre e vá conversar com ela.

Ele suspirou e saiu do carro. Cláudia estava certa, ele, com certeza, não viera apenas pra entregar a mochila. Queria criar coragem pra conversar com ela.

Felipe: Oi Arthur.
Arthur: Fala ai cara. (tocaram as mãos) Tudo bem com você?
Felipe: Tudo. Vamos jogar?
Arthur: Agora não, mais tarde eu prometo que jogo.
M. Cláudia: E mesmo que pudesse ele não poderia, sabe que só pode jogar depois da lição e do almoço.
Felipe: E isso é muito chato.
M. Cláudia: Chato nada, vá pra dentro e lave as mãos pra almoçar.

Os três entraram e Arthur ficou parado na porta.

M. Cláudia: Pode ir lá vê-la.

Ele suspirou e foi até a escada.

M. Cláudia: Ah. (chamou a atenção dele) Tentem não brigar mais, ela ficou muito triste pela briga de hoje de manha.
Arthur: Isso é o que eu menos quero. E acredite, fiquei pior que ela.

Ele subiu até chegar à porta do quarto dela. Respirou fundo criando coragem. Ia bater na porta, mas controlou a mão quando um pensamento chegou à sua cabeça.

Pens. Arthur: O que eu vou falar?

Não sabia ao certo, talvez quando começasse tudo que estava sentindo iria junto e falaria tudo. Mas não sabia. E se falasse alguma besteira e complicasse mais a situação? Bom, precisava arriscar e sabia disso. Bateu na porta, mas ninguém respondeu.

Abriu a porta bem devagar e viu ela deitada na cama. Cláudia tinha se esquecido de avisar que ela estava dormindo, ou talvez nem soubesse. Pensou ele.

Entrou no quarto bem devagar pra não fazer barulho. Aproximou-se da cama e a viu dormir, tinha o rosto molhado pelas lagrimas de mais cedo.  
Tirou uma mecha de cabelo do rosto dela colocando atrás da orelha. Vê-la assim o machucava muito. A amava mais que tudo e não queria vê-la mal, mas parecia que era só isso que ele conseguia fazer, fazer com que ela se sentisse mal.

Que merda por que nunca fazia nada certo? Perguntou-se irritado. Suspirou e deu a volta na cama, deitou de conchinha com ela bem devagar pra não acordá-la. Ela se mexeu um pouco na cama, mas não acordou, apenas fez com que a posição ficasse melhor.

Ficou ali deitado com ela por um tempo, não queria brigar, não queria falar, não queria beijar (por enquanto) não queria nada alem de ficar com ela em seus braços neste momento.

Apenas isso. Sentir a respiração dela calma e profunda, sentir o cheiro dela e tê-la ali o acalmava mais que tudo. Entrelaçou seus dedos nos dela.

Respirou fundo sentindo o perfume dela. Não sabe quanto tempo ficou ali, mas o bastante pra pensar em pelo menos metade do que tinha pra falar pra ela. 
Acordou com um barulhinho chato o incomodando. Xingou baixo quando percebeu o que era, tentou pegar o celular do bolso antes que Lua acordasse, tentou se mexer o menos possível na cama, mas ela já tinha acordado então não tinha mais problema.

Arthur: Desculpa não queria te acordar.

Viu ela com o rosto um pouco assustado e confuso.

Lua: O que você ta fazendo aqui?

Ele fez um sinal com a mão pra que ela esperasse e atendeu o celular.

Arthur: Alo.
Micael: Que demora pra atender. (desesperado)
Arthur: Ei calma não demorou tanto assim.
Micael: Cara é serio a Sophia ta no hospital.
Arthur: Que? O que aconteceu? (levantou da cama rápido)
Micael: Ela desmaiou e eu a trouxe pra cá. Levaram ela pra emergência.
Arthur: Já avisou o Chay? (desesperado)
Micael: Não vou ligar pra ele.
Arthur: O que eles falaram?
Micael: Nada, não falaram nada, só levaram ela há uns dez minutos. e não me falam nada. (com a voz entrecortada)
Arthur: Ok, eu... Eu já to indo pra ai.
Micael: Avisa a Lua, por favor.
Arthur: Ta, ela ta aqui do meu lado. Já avisou os pais dela?
Micael: Eles estavam junto com a gente na hora.
Arthur: Ok, eu chego aí em cinco minutos. (desligou)

Lua: (sentada na cama) O que você veio fazer aqui? E por que tava deitado comigo? (queria esconder o sorriso, mas não conseguiu)
Arthur: (suspirou nervoso pela situação) Explico depois, vamos. (a puxou pela mão não muito forte)
Lua: Espera pra onde?
Arthur: Pro hospital. A Sophia ta na emergência. (saindo do quarto e ela logo atrás)
Lua: O que? Mas o que aconteceu?
Arthur: Ela desmaiou e o Micael a levou.
Lua: Será que é algo grave?
Arthur: Espero que não.  
Avisaram a mãe de Lua e saíram correndo. Durante o caminho todo, os dois ficaram calados, Lua queria falar com ele e perguntar por que ele estava deitado na sua cama ao seu lado depois da briga horrível que tiveram de manha.

Mas não conseguia falar nada. Estava nervosa de mais pensando em como estaria Sophia e o bebê. Arthur estava tão ou mais nervoso que ela, se algo acontecesse com um dos dois ele morreria junto. Torcia pra que não fosse nada grave. 
Chegaram ao hospital e foram correndo pra sala de espera encontrando com Micael e os pais da Sophia.

Arthur: Como ela ta?
Micael: Não sei não falam nada. (ele tinha o rosto vermelho e cheio de lagrimas)
Lua: Mica fica calmo, não vai acontecer nada.
Micael: Assim eu espero.

Ficaram por um tempo na sala de espera e finalmente o medico apareceu.

Medico: Sophia Abrahão.
Micael: Eu sou o namorado dela. (disse um pouco desesperado) Como ela ta? E o meu filho?
Medico: Não se preocupem eles estão bem.
Renato: (pai da Sophia) Então por que ela desmaiou?
Medico: A pressão dela caiu. E por estar tanto tempo sem comer fez com que ficasse tanto tempo inconsciente, não tinha forças.
Micael: Tanto tempo sem comer?
Medico: Sim ela esta no mínimo há doze horas sem comer.
Micael: Posso vê-la?
Medico: No momento não. Ela esta fazendo alguns exames pra ver se esta tudo bem mesmo e se a queda do desmaio não causou nada.
Renato: Ela vai precisar de alguma coisa? Algum remédio?
Medico: Não, a única coisa que quero é que ela não fique mais de quatro horas sem comer. Tem que comer direito e fazer uma dieta especial.
Micael: Ta eu posso cuidar disso. Vou fazer ela comer toda hora.
Medico: Quando puderem vê-la eu venho avisar.
Micael: Ok.

Renato: Ainda bem que nada aconteceu com ela. (suspirou)
Lua: É mesmo. Se tivesse acontecido algo com ela ou o bebê seria horrível.

Não demorou nem 5 minutos e chegaram Mel e Chay tão desesperados quanto Arthur e Lua quando chegaram.

Chay: Como ela ta?
Arthur: Ta bem. Foi só o susto.
Mel: Serio?
Arthur: Sim.
Micael: Só desmaiou porque ficou sem comer.
Chay: Que cabeça dura.
Micael: Pois é. (disse um pouco irritado) 


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