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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Doce amor capitulo 35








Estava grávida. Havia uma vida crescendo dentro da­quele corpo. Um filho ou uma filha. Mas não era só dela. Era o filho ou a filha de Arthur também!

Aí é que estava o problema. Pelas acusações, ele acha­va que ela engravidara para se aproveitar dele de algum modo.

— Lua? Tudo bem? — perguntou Arthur, dando uma batidinha na porta do banheiro.

Ela podia muito bem mentir. Era uma idéia. Podia dizer que o teste dera negativo... Mas ele não acreditaria e insistiria em estar presente quando o teste fosse refeito! Por que ele sabia, de algum modo, sabia que ela estava grávida.

— Lua? – insistiu, apreensivo.

Ela respirou fundo e mordeu o lábio antes de gritar:

— Vá embora!

Fez-se um silêncio do lado de fora, e então Arthur se pôs a tentar abrir a porta, muito impaciente.

— Abra a porta, Lua! – ele mandou.
— Eu disse para você ir embora!
— De jeito nenhum! – respondeu, determinado — Ou você abre esta droga de porta ou então saia do caminho por que vou derrubá-la!
— Eu estou grávida – gritou Lua, com a porta ainda trancada — Você estava certo o tempo todo e eu estava errada. Porque eu estou grávida! — ao dizer aqui­lo, Lua pareceu perceber o que realmente estava lhe acontecendo.

Não conseguiu pensar em mais nada, porque a porta caiu ao lado. Atordoada, ela ficou encarando Arthur.

— Você realmente derrubou a porta — ela murmurou, incrédula, vendo o estrago.
— Eu disse que faria isso se você não a abrisse.
— Você não tinha o direito de fazer isso. Não era ne­cessário...
— Claro que era, droga! Você não abria a porta. Eu não sabia o que estava acontecendo.
— Eu estou no banheiro, Arthur. O que eu poderia estar fazendo?
— Não tenho a menor idéia com aquela porta entre a gente. Por isso, vou logo avisando, nunca mais coloque uma porta entre a gente de novo!

Continua.....

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