Gravação!!!!
Enquanto entrava finalmente em casa, pensei para mim que esse último não era exactamente um objectivo...estava mais perto de ser um sonho!
(Arthur)
Finalmente, primeiro dia de gravação. E claro, gravação com a Lua estava no plano. Uma cena intensa e...complicada, pensei para mim mesmo enquanto conduzia em direcção ao estúdio.
Ao chegar lá, sentia-me como um miúdo inexperiente...pela primeira vez em muito tempo, sentia um medo terrivel de ir gravar. Corrigi-me mentalmente, obrigando-me a ser honesto pelo menos para mim prório... o medo que sentia não era de gravar, mas sim de durante a gravação me esquecer de que éramos Luis e Raquel e acreditar que éramos Arthur e Lua!...
Ver a Lua, tocar-lhe... afectava-me demasiado! Tinha-me já apercebido que não deveria ter sido tão confiante ao voltar... Procurando afectá-la, acabei por ser eu o afectado...e agora era tarde para entregar as cartas e sair de jogo. Tinha armado tudo para ter confusão...e agora ia ter de a aguentar até ao fim!
Fechei o carro e dirigi-me para o estúdio, sem reparar que logo depois de mim tinha estacionado um utilitário vermelho-escuro.
A Lua tinha chegado.
Finalmente, primeiro dia de gravação. E claro, gravação com a Lua estava no plano. Uma cena intensa e...complicada, pensei para mim mesmo enquanto conduzia em direcção ao estúdio.
Ao chegar lá, sentia-me como um miúdo inexperiente...pela primeira vez em muito tempo, sentia um medo terrivel de ir gravar. Corrigi-me mentalmente, obrigando-me a ser honesto pelo menos para mim prório... o medo que sentia não era de gravar, mas sim de durante a gravação me esquecer de que éramos Luis e Raquel e acreditar que éramos Arthur e Lua!...
Ver a Lua, tocar-lhe... afectava-me demasiado! Tinha-me já apercebido que não deveria ter sido tão confiante ao voltar... Procurando afectá-la, acabei por ser eu o afectado...e agora era tarde para entregar as cartas e sair de jogo. Tinha armado tudo para ter confusão...e agora ia ter de a aguentar até ao fim!
Fechei o carro e dirigi-me para o estúdio, sem reparar que logo depois de mim tinha estacionado um utilitário vermelho-escuro.
A Lua tinha chegado.
(Lua)
Fiquei um pouco mais no carro, vendo o Arthur afastar-se em direcção ao estúdio. Se as mãos suadas e o aperto que sentia no estômago eram prenúncio de alguma coisa, só podia ser de que o dia de hoje não ia ser fácil!...
Esperei até ele entrar antes de sair do carro e dirigir-me eu própria para lá. Estava na hora de começar a ser Raquel e não Lua...e em silêncio, rezei para não me esquecer disso ao longo do dia de hoje...do longo dia de hoje!...
Fiquei um pouco mais no carro, vendo o Arthur afastar-se em direcção ao estúdio. Se as mãos suadas e o aperto que sentia no estômago eram prenúncio de alguma coisa, só podia ser de que o dia de hoje não ia ser fácil!...
Esperei até ele entrar antes de sair do carro e dirigir-me eu própria para lá. Estava na hora de começar a ser Raquel e não Lua...e em silêncio, rezei para não me esquecer disso ao longo do dia de hoje...do longo dia de hoje!...
(Arthur)
Estávamos no set, prontos a gravar. Olhei de relance para a Lua, que estava de facto diferente, com as longas ondas do cabelo mais escuras. Ela olhou para mim também, e arqueou a sobrancelha em tom de interrogação. Achei mais seguro ignorar e centrar-me de novo no roteiro que tinha na mão...e que já tinha revirado inúmeras vezes.
A voz de comando do Ivan provocou-me um aperto no estômago.
“Aos vossos lugares!”, eu e a Lua movemo-nos pela sala, colocando-nos frente a frente junto a parede e fixando olhos nos olhos, “Quando quiserem!”
Fechei os olhos e tentei concentrar-me. O perfume dela penetrava-me pelas narinas e enchia-me de memórias, dificultando a tarefa de me tornar Luis em vez Arthur.
Abri finalmente os olhos e, olhando para o Ivan de relance, fiz-lhe um breve aceno, mostrando que estava pronto.
“Muito bem!”, gritou o Ivan, “Gravando!”
Estávamos no set, prontos a gravar. Olhei de relance para a Lua, que estava de facto diferente, com as longas ondas do cabelo mais escuras. Ela olhou para mim também, e arqueou a sobrancelha em tom de interrogação. Achei mais seguro ignorar e centrar-me de novo no roteiro que tinha na mão...e que já tinha revirado inúmeras vezes.
A voz de comando do Ivan provocou-me um aperto no estômago.
“Aos vossos lugares!”, eu e a Lua movemo-nos pela sala, colocando-nos frente a frente junto a parede e fixando olhos nos olhos, “Quando quiserem!”
Fechei os olhos e tentei concentrar-me. O perfume dela penetrava-me pelas narinas e enchia-me de memórias, dificultando a tarefa de me tornar Luis em vez Arthur.
Abri finalmente os olhos e, olhando para o Ivan de relance, fiz-lhe um breve aceno, mostrando que estava pronto.
“Muito bem!”, gritou o Ivan, “Gravando!”
Inclinei-me sobre a Lua, apoiando uma mão na parede atrás dela e percorrendo o corpo dela com o olhar.
Luis: Não vais a lado nenhum, Raquel. Divórcio, para mim, não existe.
Ela fixou-me, com uma mistura de medo e desejo nos olhos. O meu corpo pressionou contra o dela e eu segurei-lhe as mãos contra a parede de ambos os lados da cabeça.
Ela parecia pequena e ligeira, com as curvas suaves apertadas contra o meu peito. E as memórias invadiram-me. O calor da pele dela, a textura...
Raquel: Larga-me, Luis. Tu não me amas, só me desejas! E mesmo isso, é só porque achas que sou mais um dos teus bens. Mais uma aquisição que não queres perder!
A voz dela tinha mágoa e raiva, com leves traços de insegurança. E, mergulhado naqueles olhos, eu já não tive certeza se quem disse aquele “És minha!” sussurrado contra os lábios dela fui eu ou o Luis.
Os lábios eram suaves e pareceram derreter-se sob os meus. Risquei a boca dela com a língua, percorrendo a comissura dos seus lábios para a persuadir a abri-los para mim. O desejo era ardente e ávido, correndo velozmente através das minhas veias com um tipo de fome que endureceu o meu corpo até uma dor intolerável.
Luis: Não vais a lado nenhum, Raquel. Divórcio, para mim, não existe.
Ela fixou-me, com uma mistura de medo e desejo nos olhos. O meu corpo pressionou contra o dela e eu segurei-lhe as mãos contra a parede de ambos os lados da cabeça.
Ela parecia pequena e ligeira, com as curvas suaves apertadas contra o meu peito. E as memórias invadiram-me. O calor da pele dela, a textura...
Raquel: Larga-me, Luis. Tu não me amas, só me desejas! E mesmo isso, é só porque achas que sou mais um dos teus bens. Mais uma aquisição que não queres perder!
A voz dela tinha mágoa e raiva, com leves traços de insegurança. E, mergulhado naqueles olhos, eu já não tive certeza se quem disse aquele “És minha!” sussurrado contra os lábios dela fui eu ou o Luis.
Os lábios eram suaves e pareceram derreter-se sob os meus. Risquei a boca dela com a língua, percorrendo a comissura dos seus lábios para a persuadir a abri-los para mim. O desejo era ardente e ávido, correndo velozmente através das minhas veias com um tipo de fome que endureceu o meu corpo até uma dor intolerável.
Beijei-a uma e outra vez, incapaz de saciar-me, incapaz de afastar-me dela. O meu corpo empurrava agressivamente contra o dela e envolvia-a entre os meus braços, arrastando-a para tão perto que logo só havia espaço entre nós para as roupas que vestíamos. Sentia-me faminto dela. Tremia de desejo. Com uma necessidade feroz de abraçá-la para sempre.
- Quero parar o tempo, Lua. Quero que o mundo inteiro desapareça e nos permita só estar juntos. - sussurrei contra o ouvido e retornando á boca dela, da qual não me conseguia satisfazer por completo
- Como o fazes? Como consegues fazer-me sentir fora de controle só por respirar o mesmo ar que tu?
-Não fales. Beija-me. - ela deslizou os braços ao redor do meu pescoço, movendo os lábios sinuosamente sobre os meus, daqui para lá...diminutos beijos brincalhões desenhados para me deixar louco.
- Outra vez, Arthur. Beija-me outra vez.
Beijei-a com cada fibra do meu ser, cada emoção do meu coração. A luxúria e o amor... tudo se misturava fazendo com que não pudesse afastar-me dela.
O toque dela. O sabor dela. A boca que me provocava até um terrível desejo....
“Corta!”, a voz do Ivan a trazer-me de volta ao presente, do qual eu tinha escapado sem sequer ter noção. Sentia a cabeça ás voltas e tive de me encostar a uma mesa do cenário que se encontrava ali ao lado.
A Lua fitava-me, ainda encostada á parede, com a boca vermelha pelo beijo e uma expressão indecifrável nos olhos.
- Quero parar o tempo, Lua. Quero que o mundo inteiro desapareça e nos permita só estar juntos. - sussurrei contra o ouvido e retornando á boca dela, da qual não me conseguia satisfazer por completo
- Como o fazes? Como consegues fazer-me sentir fora de controle só por respirar o mesmo ar que tu?
-Não fales. Beija-me. - ela deslizou os braços ao redor do meu pescoço, movendo os lábios sinuosamente sobre os meus, daqui para lá...diminutos beijos brincalhões desenhados para me deixar louco.
- Outra vez, Arthur. Beija-me outra vez.
Beijei-a com cada fibra do meu ser, cada emoção do meu coração. A luxúria e o amor... tudo se misturava fazendo com que não pudesse afastar-me dela.
O toque dela. O sabor dela. A boca que me provocava até um terrível desejo....
“Corta!”, a voz do Ivan a trazer-me de volta ao presente, do qual eu tinha escapado sem sequer ter noção. Sentia a cabeça ás voltas e tive de me encostar a uma mesa do cenário que se encontrava ali ao lado.
A Lua fitava-me, ainda encostada á parede, com a boca vermelha pelo beijo e uma expressão indecifrável nos olhos.
(Lua)
Não fui capaz de me afastar da parede. Sentia os joelhos a tremer, e, honestamente, já não fazia ideia do que dizia o roteiro. A única coisa que eu sabia era que, se ao início tinha sido actuação, algures durante a cena ambos tínhamos parado de actuar.
O Arthur parecia tão abalado quanto eu, mas eu sentia-me demasiado fraca e trémula para me sentir feliz por isso. Talvez mais tarde, quando analisasse o que se tinha passado, conseguisse algum tipo de satisfação por saber que eu também o abalava...mas neste momento, eu dava tudo para que ele conseguisse articular duas palavras e arranjasse uma explicação coerente que satisfizesse o Ivan e calasse todo o pessoal que ali se encontrava ansioso por uma nova fofoca...
Infelizmente, percebi pelo olhar e palidez dele que não ia ter tanta sorte assim...
Não fui capaz de me afastar da parede. Sentia os joelhos a tremer, e, honestamente, já não fazia ideia do que dizia o roteiro. A única coisa que eu sabia era que, se ao início tinha sido actuação, algures durante a cena ambos tínhamos parado de actuar.
O Arthur parecia tão abalado quanto eu, mas eu sentia-me demasiado fraca e trémula para me sentir feliz por isso. Talvez mais tarde, quando analisasse o que se tinha passado, conseguisse algum tipo de satisfação por saber que eu também o abalava...mas neste momento, eu dava tudo para que ele conseguisse articular duas palavras e arranjasse uma explicação coerente que satisfizesse o Ivan e calasse todo o pessoal que ali se encontrava ansioso por uma nova fofoca...
Infelizmente, percebi pelo olhar e palidez dele que não ia ter tanta sorte assim...
(Arthur)
Sentia-me tão confuso que não conseguia pensar em nada. A expressão da Lua não me esclarecia acerca do que lhe ia na cabeça...parecia uma mistura de confusão e súplica, que não consegui interpretar.
Ela desviou finalmente o olhar e eu senti-me ainda pior...até perceber que o Ivan se tinha aproximado e era a ele que ela olhava agora. O aperto no estômago tornou-se mais forte! Eu tinha-me esquecido por completo de onde estávamos!
Fechei os olhos com força, rezando por um milagre que nos tirasse daquela situação.
“Um qualquer, meu Deus! Por favor!”, pensei com toda a força que consegui...
Na verdade, não acreditava que Deus estivesse com grande vontade de me ajudar naquele momento...
Sentia-me tão confuso que não conseguia pensar em nada. A expressão da Lua não me esclarecia acerca do que lhe ia na cabeça...parecia uma mistura de confusão e súplica, que não consegui interpretar.
Ela desviou finalmente o olhar e eu senti-me ainda pior...até perceber que o Ivan se tinha aproximado e era a ele que ela olhava agora. O aperto no estômago tornou-se mais forte! Eu tinha-me esquecido por completo de onde estávamos!
Fechei os olhos com força, rezando por um milagre que nos tirasse daquela situação.
“Um qualquer, meu Deus! Por favor!”, pensei com toda a força que consegui...
Na verdade, não acreditava que Deus estivesse com grande vontade de me ajudar naquele momento...
(Lua)
Honestamente, começava a ficar preocupada com o Arthur. Ele estava realmente pálido, mesmo sob a maquilhagem de estúdio.
Mas de momento tinha o Ivan na minha frente á espera de explicações...e prioridades são prioridades! O Arthur que fosse para o inferno!
“A cena foi intensa!”, o tom de voz desceu um pouco, subtilmente, “Mas isso foi um pouco fora do roteiro, não?...”
Apesar de se ter aproximado de mim, olhava de relance para o Arthur com ar de preocupação.
“Ahhnn... Sim, eu sei.”, murmurei enquanto procurava desesperadamente uma ideia fantástica que justificasse o injustificável.
Olhei para o Arthur. Não parecia tão pálido, mas concluí que dali não teria nenhum tipo de ajuda. Voltei a olhar para o Ivan, que me fitava de braços cruzados e ar de interrogação. Felizmente para mim, a raiva começava a tomar o lugar da confusão...e, mal por mal, eu era mais coerente raivosa do que apaixonada. Não! Apaixonada não!
“Esquece, Lua! Ivan. Á tua frente. Explicação. Pensa! Rápido!”
Voltei a olhar para o Ivan.
“Hmmm...eu... e o Arthur...hmmm...estivemos a falar sobre as personagens e... ahnnn... concluímos que há uma certa falha na descrição da relação deles....”
Fiz uma pausa, tentando parar de gaguejar. O Ivan continuava a ouvir-me.
Honestamente, começava a ficar preocupada com o Arthur. Ele estava realmente pálido, mesmo sob a maquilhagem de estúdio.
Mas de momento tinha o Ivan na minha frente á espera de explicações...e prioridades são prioridades! O Arthur que fosse para o inferno!
“A cena foi intensa!”, o tom de voz desceu um pouco, subtilmente, “Mas isso foi um pouco fora do roteiro, não?...”
Apesar de se ter aproximado de mim, olhava de relance para o Arthur com ar de preocupação.
“Ahhnn... Sim, eu sei.”, murmurei enquanto procurava desesperadamente uma ideia fantástica que justificasse o injustificável.
Olhei para o Arthur. Não parecia tão pálido, mas concluí que dali não teria nenhum tipo de ajuda. Voltei a olhar para o Ivan, que me fitava de braços cruzados e ar de interrogação. Felizmente para mim, a raiva começava a tomar o lugar da confusão...e, mal por mal, eu era mais coerente raivosa do que apaixonada. Não! Apaixonada não!
“Esquece, Lua! Ivan. Á tua frente. Explicação. Pensa! Rápido!”
Voltei a olhar para o Ivan.
“Hmmm...eu... e o Arthur...hmmm...estivemos a falar sobre as personagens e... ahnnn... concluímos que há uma certa falha na descrição da relação deles....”
Fiz uma pausa, tentando parar de gaguejar. O Ivan continuava a ouvir-me.
“Hmmm...ela é doida por um homem completamente frio e insensível que nunca lhe deu nada de bom nem foi capaz de a amar... Não te parece inverosímel demais até para novela?”, a minha voz era hesitante, á medida que eu ia improvisando.
Respirei fundo e tentei construir um pensamento que soasse lógico.
“Ele tem de ter alguma coisa que a faça não conseguir afastar-se dele. Algum tipo de fogo ou desejo incontrolável por ela. As grandes paixões vivem disso...e se queres que o público torça por eles...vais ter de os convencer que ele precisa dela de alguma forma...nem que seja só por esse desejo louco.”
Calei-me. Sentia que me tinha traído demasiado, mas o Ivan parecia estranhamente pensativo.
Olhou para o Arthur, que continuava encostado á mesa, mas parecia ligeiramente mais recomposto.
“Tenho de pensar sobre isso.”, fitou-me novamente, “De facto, a cena ficou óptima. Quase real.”, acrescentou com ar de gozo e em voz mais baixa.
“Mas por favor, antes de decidirem fazer alterações e novas interpretações dos vossos personagens, avisem-me, de acordo?”, o tom de voz era o suficiente para que apenas eu e o Arthur ouvíssemos, e o olhar dele oscilava ente ambos. Acenámos com a cabeça em concordância.
“Muito bem! Tudo a correr bem! Assim é que se trabalha! Continuemos!”, gritou para todo o pessoal presente e, virando-se para trás, acrescentou com o que eu juraria que era apenas um leve traço de ironia “Benvindos de volta!”
Soltei finalmente a respiração que estava a prender sem ter noção e troquei um olhar com o Arthur.
Decididamente, tínhamos muito que conversar.
Respirei fundo e tentei construir um pensamento que soasse lógico.
“Ele tem de ter alguma coisa que a faça não conseguir afastar-se dele. Algum tipo de fogo ou desejo incontrolável por ela. As grandes paixões vivem disso...e se queres que o público torça por eles...vais ter de os convencer que ele precisa dela de alguma forma...nem que seja só por esse desejo louco.”
Calei-me. Sentia que me tinha traído demasiado, mas o Ivan parecia estranhamente pensativo.
Olhou para o Arthur, que continuava encostado á mesa, mas parecia ligeiramente mais recomposto.
“Tenho de pensar sobre isso.”, fitou-me novamente, “De facto, a cena ficou óptima. Quase real.”, acrescentou com ar de gozo e em voz mais baixa.
“Mas por favor, antes de decidirem fazer alterações e novas interpretações dos vossos personagens, avisem-me, de acordo?”, o tom de voz era o suficiente para que apenas eu e o Arthur ouvíssemos, e o olhar dele oscilava ente ambos. Acenámos com a cabeça em concordância.
“Muito bem! Tudo a correr bem! Assim é que se trabalha! Continuemos!”, gritou para todo o pessoal presente e, virando-se para trás, acrescentou com o que eu juraria que era apenas um leve traço de ironia “Benvindos de volta!”
Soltei finalmente a respiração que estava a prender sem ter noção e troquei um olhar com o Arthur.
Decididamente, tínhamos muito que conversar.
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