Recaida e Satisfações!!!!
Virei-me para ela, incrédulo com o que estava a ouvir. EU magoei-a?! ELA não me perdoou?! Qual é a brincadeira aqui?!
Dei dois passos na direcção dela enquanto ela se virava novamente para sair da sala.
“Lua!”
Ela parou, mas não se virou. Cheguei ao pé dela e forcei-a a virar-se para mim. Agora sim, eu estava irritado!
“EU magoei-te?! EU?! Tu é que me enganaste e usaste durante meses e meses...e EU é que sou o mau da fita?” – sentia-me tremer de raiva – “EU sou a vítima aqui! Ou esqueces-te que eu vi as provas de que me andavas a trair? Esqueces-te que eu sei que só andavas comigo pela publicidade que isso trazia...e claro, pelo dinheiro que isso proporcionava?!”
Agora era ela quem me olhava com fúria. A surpresa inicial de quando eu tinha começado a falar tinha desaparecido por completo. Agora os olhos dela lançavam fogo na minha direcção. Sacudiu os braços, obrigando-me a soltá-la.
Quando falou, quase sentia as palavras atingirem-me juntamente com o dedo que ela me cravava no peito a cada uma.
“EU, LUA BLANCO, ODEIO-TE, ARTHUR AGUIAR. ODEIO-TE! PERCEBESTE?”
Não resisti e, antes que desse por mim, tinha-a agarrado por aquela mão que ela espetava tão firmemente no meu peito e tinha-a puxado para perto de mim.
(Lua)
Aquele louco estava a tentar beijar-me!!
Debati-me para me soltar, mas ele manteve-me bem presa. Não! Eu movia a cara de um lado para o outro, numa tentativa de o evitar. Não!
Mantendo-me presa com um braço ele segurou a minha cabeça com a outra mão e beijou-me finalmente. Abri a boca para gritar de raiva, mas ele aproveitou para me beijar mais profundamente. Tentei debater-me um pouco, mas a verdade é que as memórias que o sabor dele na minha boca trouxe fizeram-me fraquejar, e as mãos que tinha no peito dele para o afastar de repente estavam a puxá-lo para mais perto...a viajar no cabelo e nas costas dele enquanto eu pedia mais dele sem palavras.
Beijámo-nos loucamente. Apesar de eu saber que ele tinha começado aquele beijo simplesmente de raiva pelo do que eu tinha dito, pelo menos eu tinha a satisfação de sentir que ele estava tão perdido no beijo quanto eu.
Aquele louco estava a tentar beijar-me!!
Debati-me para me soltar, mas ele manteve-me bem presa. Não! Eu movia a cara de um lado para o outro, numa tentativa de o evitar. Não!
Mantendo-me presa com um braço ele segurou a minha cabeça com a outra mão e beijou-me finalmente. Abri a boca para gritar de raiva, mas ele aproveitou para me beijar mais profundamente. Tentei debater-me um pouco, mas a verdade é que as memórias que o sabor dele na minha boca trouxe fizeram-me fraquejar, e as mãos que tinha no peito dele para o afastar de repente estavam a puxá-lo para mais perto...a viajar no cabelo e nas costas dele enquanto eu pedia mais dele sem palavras.
Beijámo-nos loucamente. Apesar de eu saber que ele tinha começado aquele beijo simplesmente de raiva pelo do que eu tinha dito, pelo menos eu tinha a satisfação de sentir que ele estava tão perdido no beijo quanto eu.
(Arthur)
Eu não conseguia pensar. Só conseguia senti-la nos meus braços, aquele corpo colado ao meu e aquela boca a dar tanto quanto exigia da minha. Ela colava-se a mim, puxando-me para mais perto, como se nos fossemos fundir a qualquer momento.
Desesperado por sentir mais pele, passei a mão pelas costas dela, acariciando e agarrando a cintura enquanto a puxava mais e mais para mim.
Ela deixou cair a cabeça para trás, e eu aproveitei para beijar o longo pescoço, indo da boca á orelha dela e descendo até ao ombro, só para poder fazer o caminho todo de volta até aquela boca que me fazia perder a razão.
Eu não conseguia pensar. Só conseguia senti-la nos meus braços, aquele corpo colado ao meu e aquela boca a dar tanto quanto exigia da minha. Ela colava-se a mim, puxando-me para mais perto, como se nos fossemos fundir a qualquer momento.
Desesperado por sentir mais pele, passei a mão pelas costas dela, acariciando e agarrando a cintura enquanto a puxava mais e mais para mim.
Ela deixou cair a cabeça para trás, e eu aproveitei para beijar o longo pescoço, indo da boca á orelha dela e descendo até ao ombro, só para poder fazer o caminho todo de volta até aquela boca que me fazia perder a razão.
(Lua)
Não conseguia pensar. Só conseguia sentir o Arthur, a boca dele, as mãos dele. O corpo dele colado ao meu. Por mais colados que estivéssemos, parecia não ser o suficiente. Por muito que ele me tocasse, eu queria mais e mais.
Beijei-o novamente, avidamente, perdendo-me naquele beijo e naquele sabor que ainda era tão familiar.
Ele sussurrou algo que não compreendi contra a minha boca, voltando a beijar-me o pescoço e sussurando junto ao meu ouvido. Estava tão perdida nele e nas sensações que me assaltavam que as palavras demoraram a fazer sentido na minha cabeça.
“Preciso de ti. Apesar do que me fizeste, preciso de ti!”
Afastei-me dele e apanhei a minha bolsa, que tinha caido no chão e saí da sala antes sem que ele fizesse sequer um gesto para me seguir.
Não conseguia pensar. Só conseguia sentir o Arthur, a boca dele, as mãos dele. O corpo dele colado ao meu. Por mais colados que estivéssemos, parecia não ser o suficiente. Por muito que ele me tocasse, eu queria mais e mais.
Beijei-o novamente, avidamente, perdendo-me naquele beijo e naquele sabor que ainda era tão familiar.
Ele sussurrou algo que não compreendi contra a minha boca, voltando a beijar-me o pescoço e sussurando junto ao meu ouvido. Estava tão perdida nele e nas sensações que me assaltavam que as palavras demoraram a fazer sentido na minha cabeça.
“Preciso de ti. Apesar do que me fizeste, preciso de ti!”
Afastei-me dele e apanhei a minha bolsa, que tinha caido no chão e saí da sala antes sem que ele fizesse sequer um gesto para me seguir.
(Arthur)
Num momento ela estava ali, nos meus braços, e no seguinte eu estava sozinho, com uma sala cujo silêncio me sufucava.
Tentei controlar-me. Ela tinha-me feito perder a cabeça e virado costas...outra vez. E eu...eu tinha-me comportado como um idiota apaixonado outra vez. Corrigi-me a mim próprio. Apaixonado não. Só idiota mesmo. Um idiota chapado!
Nunca tinha sido minha intenção beijá-la... Mas a expressão de ódio daqueles olhos que um dia me tinham olhado com o que eu pensava ser amor e desejo... o toque dela no meu peito, enquanto me tentava agredir fisicamente com as palavras que dizia...simplesmente não consegui raciocinar...
E eu devia saber...devia ter estado preparado para o facto de que, depois de a ter nos braços, nada no mundo me impediria de a beijar uma vez mais.
Tinha sido sempre assim...aquele fogo, aquele desejo incontrolável...tinha-o sentido desde a primeira vez que nos tocámos...e claramente não tinha morrido com o tempo. Nunca tinha sido assim com mais ninguém. Nunca nenhuma mulher, antes ou depois dela, me tinha feito sentir tanta coisa... nunca nenhuma me tinha feito perder o controlo com tanta facilidade.
O homem que eu demorei 5 anos a construir e fortalecer desapareceu simplesmente ao primeiro toque dela...
Sentei-me numa das cadeiras da sala que agora estava terrivelmente vazia e tentei controlar a onda de memórias daquela tarde.
Num momento ela estava ali, nos meus braços, e no seguinte eu estava sozinho, com uma sala cujo silêncio me sufucava.
Tentei controlar-me. Ela tinha-me feito perder a cabeça e virado costas...outra vez. E eu...eu tinha-me comportado como um idiota apaixonado outra vez. Corrigi-me a mim próprio. Apaixonado não. Só idiota mesmo. Um idiota chapado!
Nunca tinha sido minha intenção beijá-la... Mas a expressão de ódio daqueles olhos que um dia me tinham olhado com o que eu pensava ser amor e desejo... o toque dela no meu peito, enquanto me tentava agredir fisicamente com as palavras que dizia...simplesmente não consegui raciocinar...
E eu devia saber...devia ter estado preparado para o facto de que, depois de a ter nos braços, nada no mundo me impediria de a beijar uma vez mais.
Tinha sido sempre assim...aquele fogo, aquele desejo incontrolável...tinha-o sentido desde a primeira vez que nos tocámos...e claramente não tinha morrido com o tempo. Nunca tinha sido assim com mais ninguém. Nunca nenhuma mulher, antes ou depois dela, me tinha feito sentir tanta coisa... nunca nenhuma me tinha feito perder o controlo com tanta facilidade.
O homem que eu demorei 5 anos a construir e fortalecer desapareceu simplesmente ao primeiro toque dela...
Sentei-me numa das cadeiras da sala que agora estava terrivelmente vazia e tentei controlar a onda de memórias daquela tarde.
Lua)
Percorri o caminho até ao carro o mais rápido que pude, esperando conseguir sair dali antes que ele me alcançasse. Se é que ele viria atrás de mim desta vez. No fundo, duvidava.
Arranquei com o carro e saí em direcção a casa.
No caminho, as memórias iam e vinham sem que as conseguisse controlar.
“- Tens os olhos mais lindos do mundo, sabias?
- Não sejas tonto, isso é frase de novela!
- Talvez seja, mas no teu caso aplica-se. Acho que os fizeram só para que eu ficasse assim, completamente enfeitiçado por eles...”
“- Eu gosto de ti, Lua. Gosto mesmo. Não é apenas compatibilidade ou química. Nem sequer é apenas atracção ou desejo. É muito mais do que isso. É acordar todas as manhãs a pensar no momento em que te vou ver e passar o dia inteiro pendente de cada frase que dizes, de cada gargalhada que dás. É chegar a casa ao final do dia e odiá-la simplesmente porque não estás lá. É sonhar contigo todas as noites, em como seria se as declarações de amor que me fazes quando gravamos fossem reais. E sim, é imaginar como seria ter-te na minha cama, como seria estar dentro de ti, sentir-te perderes-te nas minhas carícias, nos meus beijos.
E por isso desculpa se não aguento mais ser teu amigo e ficar calado. Desculpa se isto vai dificultar o nosso trabalho e a nossa convivência, mas eu já não aguento mais fingir que tudo é só novela e que o que sinto por ti é simplesmente amizade.”
Percorri o caminho até ao carro o mais rápido que pude, esperando conseguir sair dali antes que ele me alcançasse. Se é que ele viria atrás de mim desta vez. No fundo, duvidava.
Arranquei com o carro e saí em direcção a casa.
No caminho, as memórias iam e vinham sem que as conseguisse controlar.
“- Tens os olhos mais lindos do mundo, sabias?
- Não sejas tonto, isso é frase de novela!
- Talvez seja, mas no teu caso aplica-se. Acho que os fizeram só para que eu ficasse assim, completamente enfeitiçado por eles...”
“- Eu gosto de ti, Lua. Gosto mesmo. Não é apenas compatibilidade ou química. Nem sequer é apenas atracção ou desejo. É muito mais do que isso. É acordar todas as manhãs a pensar no momento em que te vou ver e passar o dia inteiro pendente de cada frase que dizes, de cada gargalhada que dás. É chegar a casa ao final do dia e odiá-la simplesmente porque não estás lá. É sonhar contigo todas as noites, em como seria se as declarações de amor que me fazes quando gravamos fossem reais. E sim, é imaginar como seria ter-te na minha cama, como seria estar dentro de ti, sentir-te perderes-te nas minhas carícias, nos meus beijos.
E por isso desculpa se não aguento mais ser teu amigo e ficar calado. Desculpa se isto vai dificultar o nosso trabalho e a nossa convivência, mas eu já não aguento mais fingir que tudo é só novela e que o que sinto por ti é simplesmente amizade.”
“- Por que é que não me disseste, Lua? Não tinhas a certeza de quem era o pai, era?
- De que é que estás a falar, Arthur?!
- Decidiste que tinhas muitas saudades do André e não resististe a voltar para ele, foi? Ou ele é simplesmente melhor na cama do que eu e não te sentias suficientemente satisfeita?
-Arthur, de que é que estás a falar?! Enlouqueceste?!
- Vá, Lua, confessa lá. Ou eram mais, além do André? Se calhar eu é que sou estúpido em pensar que era só ele que tinha privilégios além de mim... se calhar foi por isso que decidiste que era melhor abortar...eram muitos testes de paternidade a ser feitos!”
“- Fotos de ti e do André?! Teste de gravidez? Como é que é possível?
-Não sei, Soph, não sei! Só sei que mal entrei em casa dele ele começou a atirar-me coisas á cara, quase nem me deixou falar...e mesmo quando tentei fazer-lhe ver que o que ele dizia não tinham sentido nenhum, ele simplesmente não acreditou! Nem sequer tentou ouvir-me, procurar uma explicação comigo! Ficou ali, a acusar-me, simplesmente!
- Lua....eu sei que não vais gostar da hipótese que eu vou pôr, mas não terá sido tudo uma armação contra vocês? Se ele diz que tem provas...tu viste-as?
-Não, não vi.
-Será que elas existem? Ou será que era o Arthur quem mentia e não existiam boatos nem provas de nada?
-Porque é que ele mentiria?
-Não sei, Lua..não faço ideia...”
“-Lamento muito ser eu a mostrar-te isto, Lua, a sério que lamento. Mas ele partiu para Portugal...e se estás mesmo disposta a ir atrás dele para tentar que ele acredite em ti...pelo menos deves saber a verdade sobre a pessoa por quem tencionas largar tudo.”
- De que é que estás a falar, Arthur?!
- Decidiste que tinhas muitas saudades do André e não resististe a voltar para ele, foi? Ou ele é simplesmente melhor na cama do que eu e não te sentias suficientemente satisfeita?
-Arthur, de que é que estás a falar?! Enlouqueceste?!
- Vá, Lua, confessa lá. Ou eram mais, além do André? Se calhar eu é que sou estúpido em pensar que era só ele que tinha privilégios além de mim... se calhar foi por isso que decidiste que era melhor abortar...eram muitos testes de paternidade a ser feitos!”
“- Fotos de ti e do André?! Teste de gravidez? Como é que é possível?
-Não sei, Soph, não sei! Só sei que mal entrei em casa dele ele começou a atirar-me coisas á cara, quase nem me deixou falar...e mesmo quando tentei fazer-lhe ver que o que ele dizia não tinham sentido nenhum, ele simplesmente não acreditou! Nem sequer tentou ouvir-me, procurar uma explicação comigo! Ficou ali, a acusar-me, simplesmente!
- Lua....eu sei que não vais gostar da hipótese que eu vou pôr, mas não terá sido tudo uma armação contra vocês? Se ele diz que tem provas...tu viste-as?
-Não, não vi.
-Será que elas existem? Ou será que era o Arthur quem mentia e não existiam boatos nem provas de nada?
-Porque é que ele mentiria?
-Não sei, Lua..não faço ideia...”
“-Lamento muito ser eu a mostrar-te isto, Lua, a sério que lamento. Mas ele partiu para Portugal...e se estás mesmo disposta a ir atrás dele para tentar que ele acredite em ti...pelo menos deves saber a verdade sobre a pessoa por quem tencionas largar tudo.”
Não consegui chegar a casa e encostei o carro no primeiro estacionamento que encontrei. Sentia os olhos arder, o peito doer. As lágrimas caíam-me soltas pela face e eu mordia a mão numa tentativa vã de controlar o soluçar.
Cinco anos depois, o que eu tinha visto naquele monte de papéis ainda doía como se estivesse a acontecer agora.
Cinco anos depois, o que eu tinha visto naquele monte de papéis ainda doía como se estivesse a acontecer agora.
(Arthur)
Sentado sozinho na sala vazia não conseguia ganhar forças para me ir embora. Desta vez ela não tinha batido a porta, mas o som de uma outra porta a bater depois de ela me virar as costas ainda me perseguia após todos estes anos.
“- Não existe nem existiu criança nenhuma, Arthur! Onde é que foste buscar essa ideia?!
- Tenho provas, Lua. De tudo. Da gravidez, de ti e do André... Tenho tantas provas que me mete nojo olhar para elas.
- Provas de quê?! Como é que podes ter provas de coisas que não existem?! Eu NUNCA estive grávida. E quanto ao André... nós namoramos, sim, isso nunca foi segredo! Mas isso acabou antes sequer de nos conhecermos! Sempre soubeste disso!! Além disso... não achas que seria muito idiota da minha parte arriscar tudo com um romance clandestino e uma gravidez ou aborto ou lá o que achas que aconteceu?! Esta é a altura das nossas vidas...achas que eu ia deitar tudo ao lixo por nada?!
- É só isso que te interessa, não é, Lua? A publicidade, os contratos, a fama. Foi por isso que eu dei jeito...um romance que passa dos ecrans para a realidade vende sempre...e tu soubeste aproveitá-lo bem. E o idiota aqui ajudou, apaixonando-se como um parvo!
-Arthur! Não foi isso que eu quis dizer!
- És desprezível, Lua.
- Se é isso que queres pensar, fica com as tuas malditas provas e sê muito feliz com elas, porque para mim chega. Acabou.”
O som daquela porta perseguiu-me durante dias. Durante meses. Acompanhou-me até Portugal, e ficou a ecoar na minha cabeça durante muito tempo. Neste momento, tinha-me apanhado outra vez. E eu tinha medo de não o conseguir abafar de novo tão cedo.
Sentado sozinho na sala vazia não conseguia ganhar forças para me ir embora. Desta vez ela não tinha batido a porta, mas o som de uma outra porta a bater depois de ela me virar as costas ainda me perseguia após todos estes anos.
“- Não existe nem existiu criança nenhuma, Arthur! Onde é que foste buscar essa ideia?!
- Tenho provas, Lua. De tudo. Da gravidez, de ti e do André... Tenho tantas provas que me mete nojo olhar para elas.
- Provas de quê?! Como é que podes ter provas de coisas que não existem?! Eu NUNCA estive grávida. E quanto ao André... nós namoramos, sim, isso nunca foi segredo! Mas isso acabou antes sequer de nos conhecermos! Sempre soubeste disso!! Além disso... não achas que seria muito idiota da minha parte arriscar tudo com um romance clandestino e uma gravidez ou aborto ou lá o que achas que aconteceu?! Esta é a altura das nossas vidas...achas que eu ia deitar tudo ao lixo por nada?!
- É só isso que te interessa, não é, Lua? A publicidade, os contratos, a fama. Foi por isso que eu dei jeito...um romance que passa dos ecrans para a realidade vende sempre...e tu soubeste aproveitá-lo bem. E o idiota aqui ajudou, apaixonando-se como um parvo!
-Arthur! Não foi isso que eu quis dizer!
- És desprezível, Lua.
- Se é isso que queres pensar, fica com as tuas malditas provas e sê muito feliz com elas, porque para mim chega. Acabou.”
O som daquela porta perseguiu-me durante dias. Durante meses. Acompanhou-me até Portugal, e ficou a ecoar na minha cabeça durante muito tempo. Neste momento, tinha-me apanhado outra vez. E eu tinha medo de não o conseguir abafar de novo tão cedo.
(Lua)
Não dormi nada nessa noite. Principalmente porque só muito mais tarde percebi que, ao não ouvir o que o Ivan tinha dito durante a reunião, não fazia ideia do horário em que teria de estar no estúdio no dia seguinte. Tive de engolir o orgulho e ligar-lhe para perguntar, apesar de saber que, com toda a certeza, ia ter de ouvir novamente o quão irresponsável e distraída era...
Maldita hora em que tinha decidido aceitar este projecto! Maldito Ivan, maldito estúdio...maldito Arthur!...
Porque é que eu não tinha decidido ficar quieta com a minha música como antes?
Depois do escândalo em que o Arthur me tinha deixado quando partiu para Portugal, tinha sido complicado aguentar-me...mas eu tinha conseguido. E a verdade é que nos últimos tempos tinha conseguido até uma certa...paz. Não, não era apenas paz, corrigi-me mentalmente. Eu tinha voltado a sentir-me segura comigo mesma. Tinha voltado a confiar em mim e começado a abrir portas para confiar no mundo...o que tinha sido, sem dúvida, um grande erro.
Eu devia saber. Devia ter aprendido com tudo o que se passou...
Mas agora era tarde. Os contratos estavam assinados e a verdade é que eu não tinha condições de fugir...por muito que o Arthur pudesse achar que eu não tinha desistido da novela apenas para o desafiar, a verdade é que eu simplesmente não tinha condições para terminar um contrato com o estúdio neste momento. Porque se pudesse...fugiria sim.
Estremeci com a conclusão a que tinha chegado. Se me pudesse simplesmente afastar e voltar á segurança do relativo anonimato em que me escondi nos últimos anos, fá-lo-ia. Fugiria. E tomar consiciência disso só me fazia odiá-lo ainda mais.
Não dormi nada nessa noite. Principalmente porque só muito mais tarde percebi que, ao não ouvir o que o Ivan tinha dito durante a reunião, não fazia ideia do horário em que teria de estar no estúdio no dia seguinte. Tive de engolir o orgulho e ligar-lhe para perguntar, apesar de saber que, com toda a certeza, ia ter de ouvir novamente o quão irresponsável e distraída era...
Maldita hora em que tinha decidido aceitar este projecto! Maldito Ivan, maldito estúdio...maldito Arthur!...
Porque é que eu não tinha decidido ficar quieta com a minha música como antes?
Depois do escândalo em que o Arthur me tinha deixado quando partiu para Portugal, tinha sido complicado aguentar-me...mas eu tinha conseguido. E a verdade é que nos últimos tempos tinha conseguido até uma certa...paz. Não, não era apenas paz, corrigi-me mentalmente. Eu tinha voltado a sentir-me segura comigo mesma. Tinha voltado a confiar em mim e começado a abrir portas para confiar no mundo...o que tinha sido, sem dúvida, um grande erro.
Eu devia saber. Devia ter aprendido com tudo o que se passou...
Mas agora era tarde. Os contratos estavam assinados e a verdade é que eu não tinha condições de fugir...por muito que o Arthur pudesse achar que eu não tinha desistido da novela apenas para o desafiar, a verdade é que eu simplesmente não tinha condições para terminar um contrato com o estúdio neste momento. Porque se pudesse...fugiria sim.
Estremeci com a conclusão a que tinha chegado. Se me pudesse simplesmente afastar e voltar á segurança do relativo anonimato em que me escondi nos últimos anos, fá-lo-ia. Fugiria. E tomar consiciência disso só me fazia odiá-lo ainda mais.
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