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sábado, 11 de agosto de 2012

My Dirty Little Secrets... or Not Final


Autora: A & B 
Status:Finalizada
Revisada por: Cáa Pardine 
Categoria: McFLY Fics - Hot Fics
Sub-Categoria: Comédia - Medium Fic 


- Oi, amor. - falei assim que abri a porta. 
- Oi vida! - Rodrigo respondeu me puxando para um selinho demorado. 
- Vida? - sussurrei para ele, recebendo um sorriso de resposta - Mãe, não sei que horas eu volto. - gritei para casa assim que fechava a porta de entrada. 
Rodrigo passou um braço pela minha cintura e me puxou para um beijo calmo. 
- Vamos? - ele perguntou com um sorriso cativante, eu apenas balancei a cabeça concordando. Em muitas vezes eu entendo o Rodrigo só com o olhar, mas tem vezes que ele me deixa louca, com vontade de matá-lo de amor, ou de ciúmes. 
Seguimos para o pub que ainda estava vazio, pegamos uma mesa na qual tinha um sofá num canto e algumas cadeiras por perto. Aquele canto era considerado o canto de Rodrigo e seus amigos.
Chegamos na mesa e já fomos pedindo os drinks, ficamos conversando. Eu e o Rodrigo temos uma relação boa, temos uma conversa boa, as mesmas opiniões em certos assuntos e tudo mais. Conversamos, rimos e bebemos até os amigos deles chegarem. Cumprimentei todos com um sorriso falso. Todos se acomodaram no resto do sofá e em algumas cadeiras por perto. 
Rodrigo que estava com a mão em minha coxa, bem perto de mim, retirou a mesma e colocou o braço por sobre o meu ombro, sem voltar a falar comigo como antes. O que eu posso fazer? Homens tem essa maldita mania de mostrar poder por sobre as mulheres. Não que eles tenham. 
Enquanto ele conversava com um amigo que estava de seu outro lado, eu estava concentrada no meu Cosmopolitan, até que eu senti uma mão subir por minha perna parando na barra de meu vestido, me fazendo engasgar. Virei o meu rosto para ver quem era e encontrei Jason, um troglodita que achava que um dia teria o prazer de transar comigo, ele era um nojento. O olhei com desprezo e tirei sua mão de minha perna com raiva, então ele me olhou e soltou um risinho.
Senti Rodrigo tirar o braço de meu ombros, me dar um beijo na bochecha e sussurrar que precisava ir ao banheiro. Ele saiu do sofá abrindo um espaço a minha direita, no qual eu me direcionei, me afastando mais de Jason, mas assim que eu me ajeitei, ele veio em minha direção. 
- Por que você está fugindo de mim, tem medo do que? - ele perguntou chegando mais perto de mim. 
- Eu fugindo? Magina, por que eu faria isso? - respondi como se estivesse ofendida - Oh deve ser porque eu estou com o meu namorado e um nojento que diz ser seu amigo está passando a mão em minha perna? - respondi ironicamente, ainda o olhando com desprezo. 
- Até parece que você se importa com uma passada de mão na perna. Sendo que você já fez coisas bem piores ...- Jason falou colocando o braço sobre os meus ombros - com outros, além do meu amigo e porque não fazer comigo? Sou tão bom quanto qualquer um dos seus casinhos. - ele terminou de falar ao pé do meu ouvido. Me fazendo soltar um bufo e me levantar do sofá a procura do meu namorado. 
Segui para a pista de dança atrás dele, mas não conseguia achá-lo e quando me dei conta, Jason estava atrás de mim. 
- O que você procura está bem aqui... - ele disse colocando suas mãos em minha cintura. 
- Menino, desenfeta, some, desaparece, tchau! - me soltei de suas mãos e voltei a procurar por Rodrigo. 
- Não se faz de santa, sei que sou capaz de te satisfazer. - Jason falou segurando meu braço. 
- Sua mão, você, seu corpo, TEU PINTO, nunca irão me satisfazer, NUNCA. Agora vê se some, seu verme... - falei ficando de frente para ele e quando terminei dei um chute em seu ‘amiguinho’ e sai andando. 
- Porra Rodrigo, tava cagando? Ou foi fazer outra coisa? - disse assim que o encontrei perto do banheiro. 
- Não, mas eu te disse que ia vir ao banheiro. - ele respondeu colocando a mão perto do meu nariz me fazendo sentir o cheiro de erva doce do sabonete do banheiro. 
- Quando você está com seus amigos, você sempre esquece que tem namorada, isso é um saco... Eu sei que você não vai ignorar seus amigos ma.. - eu ia continuar mas Rodrigo me calou com um beijo calmo. 
- Pronto, voltei para você. - ele falou colocando as mãos em minha cintura com um sorriso encantador. 
- Ok, vamos dançar. - falei puxando-o para o cento da pista. Sabe, não sou muito a favor de música eletrônica, mas depois de alguns drinks, senti que meus movimentos estavam seguindo a batida da música. Comecei a soltar mais os meus movimentos, mexia o meu quadril de um lado para o outro com facilidade, até que senti Rodrigo colocar as suas mãos em minha cintura me puxando contra o seu corpo. Levantei o meu olhar até o seu e soltei um sorriso malicioso, virei o meu corpo, ficando de costas a ele. Continuei a dançar, só que dessa vez mais colada ao seu corpo. Movia os meus quadris de uma lado ao outro, roçando meu corpo freqüentemente ao dele.
Rodrigo apertou suas mãos em minha cintura e me puxou para mais perto dele, se movimentando junto comigo, então ele subiu sua mão até meu pescoço, puxou meu cabelo para o lado e encostou seus lábios em meu pescoço dando leves beijinhos, me fazendo arrepiar. 
- Que tal irmos para casa? - Rodrigo sussurrou em meu ouvido, deslizando uma de suas mãos de minha cintura até a barra de meu vestido, o levantando um pouco. 
- Uhn... não posso, tenho horário para voltar para casa. - falei, virando o meu rosto em direção ao dele, com um sorriso angelical. 
- É, eu sei... Ao meio-dia de domingo. - Rodrigo falou, me virando e me puxando para um beijo. 
Quebrei o beijo e o puxei em direção a mesa para pegar a minha bolsa, assim que chegamos Rodrigo deixou umas duas notas em cima da mesa e nos dirigimos para fora do pub. 
Assim que chegamos perto do carro, Rodrigo já destravou o alarme e entramos com pressa. Não queríamos demorar muito para chegar na casa dele. 
Rodrigo acelerou e saiu de lá bem rápido, ele estava bem atento ao trânsito, quase não parava nos semáforos, não que naquela hora de madrugada fosse ter muito movimento. Eu estava com o braço encostado na porta do carro e a outra mão eu estava brincando com a barra do meu vestido. 
Assim que paramos em semáforo, senti a mão de Rodrigo sobre a minha, quando virei encontrei os seus olhos carregados de malícia, sorri de lado e comecei a puxar o vestido com a mão que ele estava segurando, Rodrigo abaixou o olhar para minha perna, ele tirou a mão sobre a minha e colocou a mesma por sobre meu vestido, apertando a parte interna de minha coxa, me fazendo morder o lábio inferior. Ele subiu mais um pouco a mão, até que ouvimos uma buzina atrás de nós. O que fez Rodrigo tirar a mão de minha coxa e voltar a dirigir atentamente. Sorri mais uma vez e ajeitei o vestido, não queria tirar a atenção dele novamente, ia esperar chegar em casa.
Assim que Rodrigo estacionou na porta de sua casa, nós dois saímos depressa e seguimos para a porta. Ele me abraçou por trás e deu um beijo em meu pescoço, por cima do cabelo. Se pos ao meu lado com o braço em minha cintura, com o outro braço ele acionou o alarme e logo em seguida pegou a chave de casa. 
Quando chegamos a porta, Rodrigo tirou o braço de minha cintura e abriu a porta para que eu entrasse. Assim que entrei, Rodrigo fechou a porta atrás de mim e eu senti novamente seus braços me envolvendo num abraço por trás, ele deslizou as mãos pelas minhas coxas até a barra de meu vestido e começou a puxá-lo para cima. Soltei suas mãos de meu vestido e me virei ficando de frente para Rodrigo, soltei um risinho e comecei a me afastar de costas até o pé da escada, comecei a subi-la devagar, tirando uma das alças do meu vestido e me virei vendo um Rodrigo parado com a boca entre-aberta. 
- Você vai subir comigo, ou vai continuar ai só me olhando? - falei, tirando Rodrigo do transe. 
- Er... - Rodrigo começou a falar, mas não continuou, simplesmente começou a subir a escada logo atrás de mim. 
Quando já estava abrindo a porta do quarto de Rodrigo, o vi sorrir de lado e entrou no quarto já fechando a porta atrás de si. 
Puxei Rodrigo para um beijo carregado de desejo, nos beijamos como se fosse a primeira vez, sua língua se movimentava no mesmo ritmo que a minha, suas mão desceram de minhas costas até minha bunda e então se direcionaram até minhas coxas. Ele começou a puxar meu vestido para cima, me fazendo quebrar o beijo e ajudá-lo a tirar o meu vestido rapidamente. Voltei a beijá-lo assim que meu vestido encostou no chão. 
Minhas mãos estavam esparramadas em seu peitoral, então deslizei até a barra de sua camisa, e comecei a puxá-la. Sem esperar, Rodrigo começou a tirá-la e, rapidamente ela se juntou ao meu vestido. Voltamos as nós beijar com mais urgência, coloquei meus braços em volta de seu pescoço, enquanto Rodrigo colocou suas mãos em minha bunda, me puxando para seu colo. Assim que subi, ele começou a andar em direção a sua cama, me deitando e logo em seguida se colocou sobre mim. 
Rodrigo passava uma das mãos por toda a lateral do meu corpo, voltou até um dos meus seios que já estavam descobertos, apertando-o e puxou um pouco o mamilo, me fazendo soltar um leve gemido entre os beijos. 
Comecei a empurra-lo para o lado, fazendo com que eu ficasse por cima, me deitei sobre ele e sussurrei: 
- Eu é que vou comandar essa noite. - comecei dar beijos, chupões em seu pescoço e desci até seu peitoral, parando em seus mamilos, dando uma pequena mordida, fazendo-o soltar um leve gemido. Voltei meus beijo até seus lábios, enquanto com uma das mãos eu abria a sua calça, quando a abri, comecei a baixá-la com a mão, me levantei um pouco, fazendo com que a calça descesse até um ponto que eu a tirei com os pés. 
Quando voltei meu corpo, senti seu ereção. Soltei um sorriso entre os beijos e comecei a fazer leves movimentos por cima das boxers, ele começou a me beijar cada vez mais rápido. Aumentei um pouco a velocidade dos movimentos, fazendo-o gemer. 
Então ele pegou a camisinha que estava em minha calcinha e a abriu com a boca. Eu parei de me movimentar e tirei minha calcinha, enquanto ele colocava a camisinha em si. Voltei a me deitar sobre ele, me encaixando devagar vendo-o morder o lábio inferior e colocar as mãos em minha cintura. Terminei de me encaixar, soltando um gemido alto de prazer. 
Comecei a me movimentar com mais rapidez, com as minhas mãos esparramadas por sobre o seu peitoral, enquanto suas mãos seguravam minha cintura fortemente me auxiliando nos movimentos. 
Aumentei mais um pouco a velocidade e então parei, vendo Rodrigo abrir os olhos, suplicando para que eu continuasse os meus movimentos, ele apertou mais suas mãos em minha cintura. Baixei minha cabeça até o seu peitoral e passei a minha lingua no seu corpo, fazendo-o gemer. 
- Por...favor...não...agora - Rodrigo suplicou para mim, o que me fez levantar os olhos e sorrir maliciosamente. 
Então voltei a me movimentar mais rápido do que antes, o que nos fez gemer alto. Continuei a aumentar a velocidade. Ele começou a deslizar uma das mãos de minha cintura por minha barriga, até meus seios. Rodrigo apertou sua mão por cima dele, o que me fez soltar um gemido, continuei com movimentos cada vez mais rápidos, fazendo-o apertar com mais força meu bico do seio. Então senti meu orgasmo chegar. Dei mais algumas investidas rápidas e então gozei. Diminui um pouco a velocidade, mas continuei até senti-lo soltar aos poucos seus dedos de meu seio e de minha cintura. 
Rodrigo soltou um último gemido e relaxou, então me deitei sobre ele, respirando pesadamente. Ele começou a passar as mãos em minhas costas me fazendo dar pequenos beijinhos em seu peitoral. 
Me desencaixei de Rodrigo e fiquei ao seu lado, ele tirou a camisinha a jogando fora no cesto ao lado da cama e se deitou ao meu lado, colocando um edredon sobre nós. Eu me deitei colocando minha cabeça em seu peitoral, fazendo-o me abraçar e então adormecemos quase que imediatamente. 
Acordei com o barulho do chuveiro, pisquei e comecei a olhar em volta. Odeio amnéias matinais. Reconheci o quarto depois de dar uma olhada em toda a volta. Sorri, me levantei da cama e peguei a minha calcinha que ainda estava jogada no mesmo lugar. Me direcionei ao armário de Rodrigo e peguei uma camisa e um shorts meus. Quando meu namoro com o Rodrigo começou a ficar sério, eu levei algumas roupas para casos como este. É sempre bom ser prevenida. 
Terminei de me trocar e desci para a cozinha, encontrando a mãe de Rodrigo preparando o almoço, a Sra. Marques sempre foi um amor comigo, finalmente achou que o filho tinha tomado jeito e ao invés de ficar com 20, ficava com uma. Coitadinha, ela não sabia de nada. 
Almocei na casa dele e acabamos ficando em casa a tarde inteira moscando, nada de mais para um domingo. Voltei para a casa ao entardecer, precisava acordar cedo no dia seguinte. 


O bom de começar o dia com o Chay, é que eu sempre entro na primeira aula bem animada e continuo o resto do dia com um humor ok. Mas desde que eu deixei o banheiro-fantasma, senti muitos olhares sobre mim, mais do que o normal. Mesmo quando eu entrei na sala ao lado de Rodrigo os olhares continuaram. Me sentei no lugar de sempre e ignorei as pessoas me encarando. Era o melhor que eu podia fazer ao invés de sair dando chiliques sem motivos com todos, mesmo que minha TPM falasse mais alto. 
Passei a aula inteira de álgebra concentrada no atividade que estava na minha frente, mas aqueles olhares já estavam me irritando...Precisava me manter focada no exercício, senão iria acabar dando uma voadora na menina ao meu lado que me encarava e soltava risadinhas abafadas. Sério, me diz se eu estou cagada! 
Assim que o sinal tocou soltei um suspiro e um ‘te vejo mais tarde’ para Rodrigo, entreguei meu trabalho e saí rapidamente da sala. 
Segui direto para aula de química teórica e me sentei no fundo, eu e Rodrigo não tinhamos as mesmas aulas, felizmente algumas coincidiam, somente álgebra e história na verdade que batiam com as aulas de Rodrigo, de resto eu estudava com os ‘nerds’. Foi durante essas aulas que eu conheci Chay e Arthur. 
Passei a aula de química ouvindo musica e desenhando, ou melhor, rabiscando na carteira. Quando o sinal tocou para o intervalo, esperei todo mundo sair e então saí e me direcionei para o refeitório, foi quando eu vi uma grande aglomeração na mesa de Rodrigo. 
- Rodrigo? – encarei-o andando em sua direção querendo entender porque ele me olhava com descaso. 
- Três Lua? Três?- ele chegou perto de mim soltando as palavras em um tom de voz baixo e entre os dentes, não que fizesse diferença já que todos no refeitório nos encaravam para saber o que ia acontecer – sempre soube do Arthur Aguiar, um ano e meio de caso não tem como esconder... – Rodrigo aumentou a voz e jogou os braços para o ar – MAS COMO outros dois? ME POUPE! 
Minha única reação foi revirar os olhos e suspirar calmamente. 
- O SEU CINISMO NÃO VAI TE SALVAR NESSA. – Rodrigo aumentava a voz a cada nova frase e gesticulava suas mãos cada vez mais mostrando que estava indignado. Mas pera? Indignado pelo que? Por saber que eu o traia com outros, mesmo ele não tendo moral de falar o mesmo? Hm, estranho. 
- O que? Vai me dizer que você SÓ me trai com a Pam?- levantei uma sobrancelha - Você ACHA que eu não sei das outras como a Natasha, a Camila e a Fernanda? Ou que até mesmo esses protótipos de putas... - apontei o dedo para a mesa das meninas do 2º e 1º ano - já passaram na sua cama? – falei mantendo a calma, não ia perder o controle por causa de algo sem moral para os dois lados. Rodrigo não tinha razão, muito menos eu. 
- PELO MENOS VOCÊ SABIA! – ele finalmente teve coragem de gritar para que todos não tivessem dúvidas de suas palavras. 
- VOCÊ ACHA QUE EU NÃO SABIA? – suspirei umas 300 vezes, na verdade, mais parecia que eu estava bufando do que outra coisa. Eu tinha que voltar a minha calma, minha TPM não podia atacar agora e então voltei a falar controladamente – tudo começou por SUA causa Rodrigo! 
- MINHA? – ele começou a ficar vermelho de raiva. Não sei porque, pois nenhum dos dois estavam certos e ele gritar não ia fazer ele ter razão...nem eu – VOCÊ É PROMÍSCUA, PELO MENOS EU POSSO. 
- Você pode? Você po...VOCÊ PODE? PODE SER UM CANALHA, CORNO, ISSO SIM. NÃO, VOCÊ NÃO PODE, NA VERDADE, VOCÊ JÁ É! – levantei o dedo indicador e apontei para Rodrigo colocando minha outra mão na cintura e cutucava ele com cada palavra que eu soltava – SE TUDO ESTÁ UMA MERDA, A CULPA É SUA SIM, SEU CACHORRO! EU ESTAVA COM VOCÊ A APENAS 6 MESES E VOCÊ JÁ ME TRAIU, EU DEIXEI UM ANO SE PASSAR DEPOIS DA PRIMEIRA TRAIÇÃO, SEMPRE TE PERDOANDO E COM MEU CIÚMES QUE ERA EM VÃO. – coloquei as duas mãos na minha cintura e comecei a bater o pé no chão, Rodrigo não reagia, só ouvia tudo e impressionantemente, ficava mais vermelho – CANSEI, SIM, CANSEI E FIQUEI COM O ARTHUR, MAS EU TE TRAIR COM 1, 2 OU 3 NÃO MUDA O FATO DE VOCÊ SER CORNO! – joguei as duas mãos para o alto e apontei um dedo para Rodrigo – VOCÊ COMEÇOU, VOCÊ QUE AGÜENTE AS CONSEQUÊNCIAS! E NÃO, NÃO VOU ME FAZER DE SANTA PORQUE EU REALMENTE SEI QUE EU DEIXEI DE SER SANTA A UM ANO E MEIO ATRÁS, MAS VOCÊ NÃO É UM DEUS VIU, QUERIDINHO? – olhei nos olhos dele com o maior desprezo que pude e um sorriso vitorioso se formou em meu rosto – Eu assumo os meus 3 casos, que por acaso são bem melhores que... –indiquei Rodrigo com meu dedo e com uma cara de nojo - E você? Quando vai ser HOMEM para admitir isso? Nunca né? Porque você é só mais um MOLEQUE. – joguei meu cabelo para trás ao terminar a frase. Rodrigo ficou sem o que falar, nessa altura todos já começaram a fofocar, então senti um olhar em especial...Érica! 
Ahn, eu sabia que tinha visto alguém aquele dia com Chay...Aquela vadia estava na janela. Soltei um suspiro e saí antes mesmo de tocar o sinal. 
O motivo dos olhares no começo do dia....Aquela vadia! Érica deve ter contato a todos assim que me viu no sábado com Chay, só pode, ela não agüentaria segurar uma fofoca tão boa! Mas...Como ela saberia de Harry? Sempre fomos tão discretos. 


Fui andando até a sala de aula e pensando nos porquês, ou melhor, nos erros que aconteceram para Érica descobrir QUEM eram meus casos, assim que cheguei na sala de física senti uma mão no meu ombro. 
- Que foi? - Falei com raiva ao me virar e ver Érica me encarando com um sorriso cínico. 
- Não imaginei que fosse rolar essa treta na frente de todo mundo... – ela falou cruzando os braços, fazendo com seus peitos TENTASSEM pular para fora da camisa – Eu pensei que você não ia querer passar esse vexame. 
- Vexame? Eu não sinto vergonha do que eu faço, como eu disse, eu assumo tudo o que fiz e o que faço. – eu respondi me encostando na batente da porta – Você é quem devia estar com vergonha de não conseguir me humilhar. 
- Na verdade, eu consegui. A minha ideia principal era fazer Rodrigo acabar com você, mas imaginei que fosse preciso armar alguma coisa e foi então que eu vi você saindo do flat do meu pai, sim, eu vi! Eu sempre soube que ele tinha um caso, mas jamais pensei que ele se rebaixaria! – ela falou me medindo – Então, eu estava no telefone com a Brit contando sobre meu pai quando eu te vi com o loser do Suede. Era só eu chegar e falar com Rodrigo, pois eu tinha certeza que ele iria acreditar, mas ele relutou um pouco, falou que sabia da sua traição...Foi aí que eu perguntei se ele realmente sabia dos três e falei nomes...Ele ficou bem bravo! - Érica ainda me olhava com um sorriso malandro, eu sabia que tinha visto alguém na janela, vindo dela, sabia que ela iria querer me ferrar mas por favor, alguém coloca um cérebro nessa menina? Essa vingancinha de primeira série realmente não me afetou. 
- Uhn, legal! Só quero completar três coisas no seu super e perfeito plano... – falei piscando para ela – Primeiro: Eu e Rodrigo não terminamos, só nos desentendemos! Segundo: EU vou terminar com ele, pois, hm, você não precisa saber meus motivos! Por último mas não menos importante: o Rodrigo NUNCA ficaria, ou vai ficar com você! E mesmo se ele fosse cometer tal insanidade... – comecei a mexer minha mão para completar a frase mostrando meu descaso a tal assunto – Já teria feito, pois você nem se esfrega nele mesmo, né? – sorri para ela – Mas você nunca vai chegar aos pés dele. Não querendo vangloria-lo! - entrei na sala deixando-a parada na porta sozinha. 
Assim que me sentei no fundo da sala, todo mundo começou a entrar comentando sobre o intervalo movimentado e quando finalmente me viram sentada no fundo soltavam sorrisinhos maldosos , acredito que eles esperavam me incomodar ou até me fazer chorar. Me poupe, eu não iria me afetar por tão pouco. Então eu mantive minha cabeça levantada e sempre sorridente. 
Passei o resto das aulas com a mesma atitude, então os sorrisos mudaram de descaso para admiração. Ninguém esperava que eu fosse me sair vitoriosa. 
Na hora da saída, segui direto para o portão, sem nem ao menos olhar para o lado e ver Rodrigo encostado no mesmo canto de sempre, me encarando com o rosto ainda vermelho de raiva. 
Ao virar a esquina da escola, encontrei aquele AUDI estacionado, com Micael encostado na lateral do carro. Quando passei em sua frente, o vi levantar os olhos em minha direção me fazendo soltar um sorrisinho involuntário, mas como ele não correspondeu continuei seguindo em frente. 
- Vem comigo? – Micael falou me fazendo parar de andar a alguns metros a frente. 
- Não posso, sem contar que a sua filhinha já vai sair da escola... – disse me virando e voltando em sua direção. 
- A Érica não vai embora agora, ela vai dormir na casa de uma amiga. – Micael falou soltando um sorriso malicioso. 
Eu acho que ele não sabia que a filha dele havia descoberto tudo , bem, acho que eu vou me aproveitar disso. 
- Vamos para onde? – perguntei indo em direção a porta do carro, sorrindo para ele. 


Assim que entramos, Micael colocou uma das mãos em minha coxa, subindo minha saia, então ele escorregou a mão um pouco para dentro da mesma, me fazendo morder o lábio inferior, fazendo-o sorrir. Ele tirou a mão da minha coxa para dar partida ao carro e ao estabilizá-lo numa certa velocidade na estrada, voltou a mão para a minha coxa, e repetia tal ato sempre que podia. 
- Semana que vem eu vou viajar com a minha esposa, vamos passar um mês na Itália. Ela sempre quis ir para lá – Micael começou a falar naturalmente – então vai ter que me esperar, você sabe...Família em primeiro lugar, ou melhor, minha esposa em primeiro lugar. – Micael falou levantando os ombros. Desde que começamos a ter nosso caso, Micael só falou umas duas vezes sobre ela. Eu nunca me importei com isso, eu era somente uma sexo semanal. 
- Tudo bem, não tem problema. – falei com descaso. 
- Mas pode ter certeza que quando eu voltar vou te recompensar. Você é um ótimo sexo. – Micael falou colocando sua mão de volta na minha coxa, apertando-a de leve e subindo aos poucos sua mão. 
- Uhn...Micael, er...Você está ligado que a sua filha está sabendo, né? – comecei a falar meio receosa, ele estava agindo diferente, ele nunca falou da mulher assim, tantas vezes e repetitivamente e muito menos foi tão...Simpático comigo. 
- Sim, ela sabe que eu tenho uma amante do mesmo jeito que ela sabe que a mãe dela também tem um caso. – Micael continuou a falar com naturalidade sem tirar a mão de minha coxa. 
- Não Micael, eu digo...De nós dois – falei apontando de mim para ele. Micael tirou a mão de mim e a colocou no volante o apertando junto com uma freada brusca, fazendo-nos reclinar para frente com força. 
- O QUÊ? – Ele gritou virando o rosto para mim sem soltar as mãos do volante. 
- É, ela falou que nos viu no flat. Só não sei quando. – falei, com os olhos um pouco arregalados, tinha me assustado com a sua reação tão brusca. 
Micael suspirou e voltou a dirigir calmamente, andamos mais alguns metros até ele encostar na calçada. Micael tirou um dinheiro do bolso da frente e se virou para mim, me olhando com superioridade. 
- Já que você me fodeu com a minha filha. Vou ter que foder com outra. – ele falou me dando o dinheiro – Você sabe como voltar para sua casa. 
Eu o olhava meio abobalhada, ok, isso realmente tinha acontecido. Eu peguei o dinheiro de sua mão e continuei a olhá-lo sem saber o que falar até que então ele destravou a porta do carro e ficou olhando para frente. 
- Hm, ok. – disse me ajeitando e saí do carro, quando fechei a porta Micael partiu cantando os pneus. Fiquei um tempo parada refletindo sobre o que ele falou. Eu nunca achei que fosse durar para sempre mas, não sabia que iria acabar assim. 
Encarei o dinheiro por um tempo e decidi que voltaria de ônibus, não ia gastar aquele dinheiro com táxi, ele poderia ser útil em algum momento. 
Fui para o ponto de ônibus e com sorte o mesmo chegou logo. Sabe quando você começa a pensar em algo e se desliga completamente do que está ao seu redor? É, eu estava assim. Nada estava definido, mas parecia que tudo estava. 
Cheguei em casa e fui tomar banho, eu realmente não sabia o que pensar ou até mesmo o que fazer, sabe? Eu estava muito contente por tudo ter acontecido, começado a se encaminhar para um final. Eu podia amar Rodrigo mas ele, definitivamente, não era o cara pra mim. 
Entrei no banho, onde fiquei uma boa meia hora com o rádio ligado e só saí do mesmo quando minha mãe bateu na porta e gritou que tinha alguém lá em baixo, mas eu estava desligada demais para prestar atenção no nome que ela falou. Saí o mais rápido que pude. Quem estaria aqui para me perturbar mais? 
Coloquei uma roupa básica: shorts jeans e uma regata branca e desci descalça, com uma toalha na cabeça. 
Assim que desci, encontrei um Chay me esperando sentado no sofá. 
- Chay! – falei animada e surpresa – O que te traz aqui? – ele se levantou sorrindo do mesmo jeito de sempre. 
- Eu preciso falar com você. – ele falou vindo em minha direção – Podemos ir lá fora? 
Eu assenti e comecei a me direcionar ao quintal, me sentei em uma das cadeiras na beira da piscina e Chay se sentou na minha frente. 
- Bem, quero conversar sobre o que aconteceu hoje – Chay começou a falar mordendo o lábio com receio de tocar no assunto. Não sei por que as pessoas estavam achando que isso tinha realmente me machucado. 
- Sobre o Rodrigo descobrir sobre nós? – falei tirando a toalha da minha cabeça e começando a pentear meu cabelo com as pontas dos meus dedos. 
- Sim, sobre isso mesmo... – ele falou soltando um sorriso fraco – É que eu queria saber se você está bem e se está tudo bem entre nós, porque eu sei que o que rola entre a gente não era nada com sentimentos, mas eu queria que você soubesse que eu não vou deixar de falar com você por causa disso. 
Chay sempre foi um cara legal no qual eu podia conversar sobre tudo e contar qualquer problema pra ele, sempre o fiz e não ia deixar de fazer isso agora. 
- Ah! Muito obrigada Chay. Muito gentil da sua parte! – falei sorrindo, pelo menos ele foi gentil e não me deixou no meio da rua. 
- E eu também queria te falar uma coisa, – ele se animou e se mexeu na cadeira – já faz um tempo que eu estava saindo com uma menina e agora a coisa está ficando séria entre nós... – Chay sorriu com seu melhor sorriso de empolgação e ficando um pouco corado. 
- AAAAH! QUE LINDO! – me animei junto com ele, ou melhor, um pouco depois. Ele sempre me falou dela. – Fico realmente feliz por você e finalmente né,Suede? 
- Com tudo se resolvendo Luinha, FINALMENTE você pode se assumir com o Aguiar. – Chay falou se levantando e eu fiz uma cara meio confusa, fazendo Chay rir baixo – Não faz essa cara, você sabe que você sempre gostou dele. 
- Até parece... – falei revirando os olhos e voltei a pentear o meu cabelo. 
- Ok senhora, eu sei tudo sobre meus sentimentos e não aceito opiniões – ele riu – a gente se vê na escola e aposto que agora a gente não precisa fingir que não nos conhecemos. – ele falou já se direcionando para a porta. 
Continuei sentada, penteando os meu cabelo e comecei a fazer uma pequena reflexão, tipo, não sei mais o que pensar ou fazer da minha vida. Arthur, Chay ouRodrigo? Claro que eu não deveria ter essa dúvida, já que namoro o Rodrigo, o garoto mais pop do colégio. Lindo, lindo, lindo e aquela pose de galã de novela, era o meu desafio conquistá-lo, e consegui. O resultado? Um namoro com o qual eu sempre sonhei, certo? Errado. Não é nada disso, não que eu não esteja satisfeita com o Rodrigo, ele é o sonho de qualquer garota. Quem não iria querer um cara como ele? Tá bom que ele não é lá essas coisas na cama...Mas e daí? Para isso eu tenho o Chay que me satisfaz por completo. E como me satisfaz, meu Deus, o que é aquilo? O cara sabe cada detalhe do meu corpo e me toca de um jeito que não tem igual! Além do ótimo sexo, ele tem altas qualidades, sempre tá ali do meu lado quando preciso, é o meu melhor amigo está sempre sorrindo, me colocando para cima. Me dá atenção, tem paciência de me ouvir, aconselhar, mas...Mas, mas, mas. 
Mas o quê, Lua? Você é uma ingrata, tem pessoas maravilhosas ao seu redor e fica de nhê-nhé-nhé. Não sabe o que fazer da vida. Mas é claro que não sabe. E lá tem como saber? E AINDA TEM O ARTHUR E AAAAH, esse é O cara. 
Ele é tão...Lindo, não por fora, digo..Claro que ele é lindo por fora! Super atraente, com aquele olhar sedutor, aquele jeito que me deixa completamente derretida sem contar aquele sorriso enigmático que me deixa louca...Mas, tem algo a mais nele. Ele é tão inteligente, tão fofo comigo. Quando estou com ele me sinto nas nuvens, me pego sonhando acordada, imaginando coisas que nunca imaginei. Sinto friozinho na barriga quando o vejo, e o seu perfume? Me faz até suspirar, minha imaginação voa. Tá, que o sexo com ele não é como com o Chay, mas porra e daí? Não vou viver de sexo o resto da vida, ÓBVIO que isso é demais, mas não é o mais importante. E com o Arthur não é ruim, é bom! 
Não é só tesão como é com o Chay, é mais... Não é só prazer da carne. Minha alma vibra, quando ele me toca, meu coração dispara quando estou em seus braços. E quem sabe ele não sente o mesmo...hm,é. O Rodrigo eu sei que não gosta de mim, não é apaixonado, nem nada. Ele não me vê como mulher da vida dele, somente como a namoradinha de colégio, que ele tem que ter para poder manter a pose de galã e super disputado, mas que já tem uma namorada a sua altura. É o que eu acho, aliás, é o que é. Não tenho dúvidas. Ele é um cara legal, mas devo confessar para mim mesma, que estou cansada de manter esse namoro... Por puro medo. Medo de acabar só. É por isso que eu preciso de alguém companheiro, legal, fiel, que me faça bem, que me entenda...Que seja meu amigo, amante, namorado, tudo em um só. O mais perto disso é o Arthur, ele mexe muito comigo. É claro que seria muito estranho aparecer com ele, firmar um namoro depois de todos os meus ‘pseudo-pitis’ com o Rodrigo por causa dele. Mas que garota não daria piti? Ver o seu príncipe encantado - ou pelo menos QUASE isso - se atracando com outras? Qualquer pessoa em sã consciência faria o mesmo no meu lugar. Não sou barraqueira, mas não me segurei. Ainda bem que desabafei com o Chay, que me entende. Apesar de tudo entre nós, eu sei que ele não ficou chateado, para ele sou apenas uma amiga...uma amiga gostosona, uma amizade coloria não faz mal a ninguém, ainda mais quando o sexo é muito bom, como é o nosso caso. 
Ai ai, eu preciso me concentrar nos meus objetivos. Preciso mudar minha maneira de pensar e meu jeito de agir. Não adiantou nada ter como objetivo conquistar o cara mais pop do colégio, se eu não sou completamente feliz ao seu lado. Não adiantou nada, ter um melhor amigo super bom de cama -tá, não programei isso, aconteceu naturalmente, mas vamos lá, para não perder a linha de raciocínio - e no final do sexo, não poder trocar carinhos, palavras e gestos de amor... Por não sentir isso por ele. 
Ai, como sou confusa. Na verdade não sou confusa, eu sei o que eu quero... E sei quem é a pessoa que se enquadra perfeitamente nos meus requisitos, e independente de se enquadrar, mexe comigo... Me deixa boba, derretida, balançada. Eu não sei porque demorei tanto tempo para ver, que realmente gosto é do Arthur. Mas cara, não posso gostar dele. Hello, Lua. Acorda, você namora o Rodrigo, o cara que você sempre quis e fim de papo. Ok, não é bem assim...tá passando de hora de assumir, de deixar meu coração falar mais alto. Eu gosto do Arthur, pronto falei. Viu? Nem foi tão difícil assim... Eu gosto do mesmo doArthur, AI MEU DEUS, eu gosto dele. Eu não acredito, como demorei tanto tempo pra me tocar. Ele bem na minha frente e eu fazendo todas essas coisas, ficando com o Rodrigo e com o Chay. Mas bem, ele também não é santo e também não sei se ele gosta de mim. Ok, é para ser sincera né? TÁ, EU SEI QUE ELE GOSTA DE MIM, mas poxa... Era melhor mais fácil fingir que não sabia de nada, e também abafar meus sentimentos. E se ele não gostar tanto quanto eu? E se não me quiser? Não quero ficar sozinha. Eu quero alguém comigo... Alguém como o Arthur. 
Agora chega. Já sei o que eu quero, preciso e o que eu posso ter. E dessa vez, não sou apenas eu que quero isso, não é apenas a minha carne, o meu orgulho, a minha vontade. É o meu desejo, a minha alma, o meu coração...é, eu gosto é do Arthur. Não tem mais como negar para mim mesma. É burrice dar murro em ponta de faca. Assim que eu cheguei a essa mera conclusão percebi que tinha um sorriso formado em meus lábios, soltei um risinho abafado e então percebi que já estava escuro o céu que já estava na hora de entrar e se preparar para o dia seguinte. Pois amanhã seria o MEU dia, o dia que eu ia assumir tudo e FODA-SE o resto. 


Acordei no dia seguinte com o alarme, mas dessa vez não fiquei enrolando na cama como sempre e diferente dos outros dias, eu tomei um banho demorado antes de ir para a escola, ele serviu de incentivo para manter o meu plano adiante. 
Me troquei rapidamente e desci para pegar pelo menos alguma coisa, uma bolacha ou mesmo uma fruta para eu ir comendo enquanto ia para a escola. Como hoje o Rodrigo não iria me pegar para irmos juntos a escola como faziamos a quase três anos, decidi ir andando. Mudar um pouco a rotina era algo bom. 
Cheguei a escola cerca de uns dez minutos depois, não estava afim de chegar cedo e nem mesmo afim de chegar atrasada, chamar atenção não era muito o meu caso. Na verdade, eu chegando no horário ou não eu iria chamar a atenção, tudo por causa do barraco de ontem. Nem ligo, to pouco me fodendo para essas pessoas que não tem o que fazer da vida. 
Entrei na sala e me sentei no lugar de sempre, não ia me mudar por causa daqueles idiotas. Os incomodados se que mudem. 
As aulas passaram como água, pelo visto ninguém mas se importava se eu estava mal ou bem, eles continuaram a me tratar como a mesma Luinha de antes, os únicos que me ignoravam: Rodrigo, amigos dele e os protótipos de putas que ele havia arranjado durante esses três anos. Uau, eles e nada, são sinônimos. 
Ai, aula de educação física isso deveria ser abolido de todas as escolas, abolido do calendário escolar. Segui para o vestuário logo após a aula de biologia e coloquei o uniforme da aula de educação física, não muda nada em relação ao uniforme normal, só muda a cor da camisa que ao invés de branca vai para azul escuro e a saia fica um pouco mais longa. Não me pergunte o porque desse uniforme continuar sendo uma saia sendo que na educação física nós treinamos críquete. 
Segui para o campo que ficava na parte de trás do colégio, o bom de ser tão afastado é que sempre que eu não quero fazer aula é so fugir para as arquibancadas e me esconder em baixo das mesmas, já que elas são altas e vazias na parte interna, o que facilita as escapatórias de aulas chatas. 
Talvez eu desse uma escapada hoje, não tava muito afim de fazer aula de críquete, nunca foi um esporte que me chamasse a atenção. Fiquei cerca de quinze minutos jogando, falei que precisava ir ao banheiro. Eu realmente fui ao banheiro só que isso não queria disser que eu fosse voltar para o jogo. Assim que saí do banheiro caminhei de volta em direção ao campo, mas ao invés de seguir em frente, virei a direita indo até a ultima arquibancada. 
- Vai matar aula, Luinha? - uma voz perguntou meio de longe. 
- Não interessa o que eu vou...- comecei a falar ignorante ao mesmo tempo que virava o rosto para ver quem era o infeliz - Faz...Arthur? - Meu coração palpitou assim que o vi me encarando com o mesmo sorriso de sempre, o sorriso enigmático. Sorri de volta - Desculpa a grosseria. - falei meio sem jeito. Pera ae? Sem jeito... Cara, eu tô realmente gostando dele, desde quando eu, Lua, fica sem jeito? 
- Não tem problema, eu te desculpo se você deixar eu te acompanhar... - Arthur falou já vindo em minha direção com os passos acelerados. 
- Então tá, vamos! - falei e comecei a correr em direção a arquibancada. Quando estava chegando perto, senti suas mãos segurarem minha cintura fazendo com que eu diminuísse a velocidade e deixasse que ele passasse em minha frente. Arthur olhou para trás e soltou uma risadinha maliciosa para mim. 
Assim que chegamos, Arthur entrou em baixo da arquibancada e se sentou ali me puxando para o seu colo. Me sentei de lado entre suas pernas. 
Ele começou a beijar todo o meu rosto a procura dos meus lábios. Passei os lábios nos seus e comecei um beijo lento, devagar, calmo. 
Senti o seu ritmo diferente do meu, com sede do meu jeito, explorando toda a minha boca com a sua lingua, passando as mãos na minha coxa e subindo a minha saia. 
Sorri maliciosa entre o beijo e o deixei a vontade para me tocar. Coloquei uma mão em sua nuca e o acariciei levemente com as unhas, subindo a mão para o seu cabelo, entrelaçando meus dedos ali. 
Ele apertou a minha coxa com força, subindo mais a mão e passando a ponta dos dedos em minha vagina, por cima da calcinha. Suspirei entre o beijo e afastei um pouco as pernas, o deixando com mais espaço para tal ato. Ele afastou o elástico da minha calcinha para o lado, e passou o dedo indicador na minha vagina, me deixando excitada. Eu aumentei a intensidade do beijo, colocando minhas mãos em seu ombro, pressionando nossos corpos um ao outro. Deslizei a mão para a sua barriga, subindo um pouco sua camisa e passando as unhas ali, arranhando bem devagar. Ele, sentindo minha excitação colocou o dedo devagar dentro da minha vagina, me fazendo gemer baixo durante o beijo. Voltei minhas mãos ao seu ombro o apertando com mais força então parei o beijo com vários selinhos. Lancei um olhar preocupado em direção ao campo, onde estavamos tendo aula. Ele acompanhou o meu olhar, segurou me queixo com cuidado, me fazendo virar o rosto para ele e o olhar nos olhos. Vi em seus olhos um olhar sincero e confiante, o que me fez sorrir fraco. 
Relaxei logo em seguida, então ele me segurou firme em seus braços, nos deslizando para de baixo da arquibancada, longe da visão alheia. Sorri com a sua ideia, sentando de costas para a mureta, o puxei pela camisa, iniciando mais um beijo intenso. 
Ele passou a mão por todo o meu corpo, me apertando por cima da roupa. Ele levou as mãos até a sua calça, abrindo-a e a abaixando até os joelhos, tirando-a e ficando só de cueca. Ele parou o beijo e se afastou um pouco, levantando sua camisa, deixando seu peitoral nu a vista de meus olhos. Observei bem cada detalhe e abri um sorriso malicioso. Ele terminou de tirar a sua camisa, a deixando ao lado da calça e voltou a olhar para mim. Eu sorri para ele mais abertamente, levando uma mão até o botão de minha blusa e o abri bem devagar com a ponta dos dedos. Ele me observava atentamente com um olhar de tesão, mordendo o lábio inferior. Continuei a desabotoar minha camisa com cuidado, o olhando com um sorriso safado no rosto. Assim que terminei, senti as mãos de Arthur a arrancar de meu corpo e então ele grudou os lábios em meu pescoço enquanto eu puxava seus cabelos da nuca. Ele colocou as mãos em minhas costas e começou a subir em direção ao fecho de meu sutiã e o abriu com facilidade. Arthur começou a puxá-lo para frente e o jogou junto com as outras roupas, ele começou a chupar um dos meus seios me fazendo gemer baixo, desci minhas mãos até suas costas arranhando-a com força. Ele voltou a me beijar com força e desceu uma das mãos até o zíper de minha saia a fazendo cair no chão. Ele pegou a camisinha que estava em minha calcinha e a jogou longe me fazendo quebrar o beijo e olhá-lo confusa. 
- A partir de agora sou eu que fico com a camisinha. - Arthur sussurrou em meu ouvido, tirando uma camisinha de sua cueca, me fazendo soltar um sorriso de lado. Voltei a beijá-lo com mais força do que antes, comecei a descer meus beijos até seu pescoço, nesse meio tempo Arthur abriu a camisinha com os dentes. Voltei meus beijos até seus lábios e com as mãos baixei sua cueca com rapidez e coloquei a camisinha em seu pênis eriçado. Arthur me deitou com cuidado na grama, colocou as mãos em meus quadris e começou a descer suas mãos levando junto minha calcinha e a tirou logo em seguida. Ele me olhou nos olhos, abrindo um sorriso malicioso com o qual eu retribui. Arthur se deitou sobre o meu corpo com cuidado, encontrando a minha vagina com o seu pênis, começando a me penetrar com delicadeza, arrancando de mim um longo suspiro. 
Senti ele todo dentro de mim, forçando no final, fechei os olhos, colocando as mãos em suas costas, apertando com as pontas dos dedos, pressionando assim, seu corpo contra o meu. Ele passou a lingua no meu pescoço, dando leves chupões. Aproximou em seguida seus lábios da minha orelha, sussurrando no meu ouvido: 'gostosa'. Sorri de lado ao ouvi-lo e senti ele aumentar o ritmo da penetração, afastei mais as minhas pernas dando espaço para ele. 
Ele me penetrava com tudo e tirava até a cabecinha, voltando a me penetrar com tudo e com força, fazendo o meu corpo mexer sobre a grama de novo e de novo. 
Inclinei um pouco a cabeça para trás, de olhos fechados, mordendo meu lábio inferior, então soltei um gemido abafado por entre meus lábios. Coloquei minhas mãos em seus ombros, apertando-os com um pouco de força. Senti ele abaixar a cabeça, passando os lábios no meu colo, até chegar no meio dos meus seios. Ele passou a lingua em um, colocando-o todo na boca e chupando com vontade enquanto massageava o outro delicadamente, com a ponta dos dedos. Ele mordeu o bico do meu seio, puxando-o devagar, soltei um gemido baixo ao sentir, levando uma mão até a sua nuca e, forçando levemente a cabeça dele contra o meu seio, sorrindo em meio aos gemidos. 
Ele apertou meu outro seio com força e deslizou a mão para a lateral do meu corpo, passando a mão ali e me apertando com força com a ponta dos dedos, deixou a mão na lateral da minha coxa e apertou com mais força, afundando a ponta dos dedos ali. Comecei a gemer alto, sentindo seu pênis entrar e sair com intensidade e força. Ele se afastou um pouco de mim, ficando de joelhos na grama, colocando as duas mãos em minhas coxas as apertando com força, abrindo mais as minhas pernas e erguendo-as um pouco. Abri os olhos e olhei para o seu rosto, sorrindo maliciosa. Ele colocou a cabecinha do pênis no meu clitóris, massageando-o. 
Puxei o ar entre os dentes, soltando em seguida em forma de um gemido longo e baixo. Falei com a voz falhando: 'Que delícia.' Ele sorriu abertamente ao me ouvir e continuou massageando meu clitóris. Eu afastei ainda mais as pernas, apoiando os cotovelos na grama, erguendo um pouco o tronco. Olhei para ele com um olhar maroto e um sorriso malicioso. Ele voltou a encaixar a cabeça do pênis em minha vagina e a me penetrar com força, me fazendo gemer de dor e prazer. Ele continuou nesse ritmo me arrancando gemidos altos, coloquei a mão no seu braço e cravei as unhas ali. Apertando-o e arranhando-o com bastante força. 
Ele continuou com o ritmo acelerado e forte, fazendo meus seios balançarem e todo o meu corpo mexer. Eu coloquei as mãos em seu peitoral, o empurrando devagar e olhando para o meu lado ele observou meus gestos e entendeu a dica, deitando sobre mim sem parar a penetração e rolando comigo na grama, me deixando por cima. Sentei ereta em cima do seu pênis e começei a rebolar com rapidez. Arthur colocou as mãos na minha cintura, apertando e acariciando. Passei uma mão no meu cabelo, afastando-o do meu rosto suado, levando em seguida minhas mãos até o seu peitoral. 
Me apoiei ali e comecei a subir e descer o quadril com força, sentando em cima do seu pênis com pressão, fazendo ele me invadir por completo. Cravei minhas unhas no seu peitoral e arranhei-o enquanto ele colocava uma mão na minha bunda, me ajudando com os movimentos e a outra no meu seio. Inclino um pouco o corpo sobre o dele, evitando assim encostar na arquibancada. Comecei a subir e descer com mais rapidez, forçando o quadril na hora de sentar, sentindo o seu pênis entrar em mim com facilidade por causa da minha excitação. Arranhei o peitoral dele com força, deixando marcas da minha unha ali. 
Inclinei mais o corpo, até meu rosto chegar próximo ao dele. Passei meus lábios nos seus, dando uma leve chupada no seu lábio inferior, colocando a ponta da minha lingua para dentro da sua boca, encaixando nossos lábios e o beijando com intensidade. Ele passava sua lingua pela minha com vontade, sugando ela para dentro de sua boca. Forcei mais o quadril contra o dele, rebolando em seguida, um pouco devagar. 
Soltei um suspiro entre o beijo e voltei a movimentar o quadril com rapidez abafando um gemido. Ele separou nossos lábios com pressão, inclinou a cabeça para trás e apertou minha bunda com força, dando um tapinha ali. 
Passou a mão no meu seio, puxando o bico dele, que estava arrepiado de tesão. Senti seu pênis latejar dentro de mim, acelerei mais os movimentos. Sorri de lado, puxando o ar e soltando em formas de gemidos baixos. Sem parar os movimentos, comecei a rebolar ainda mais rápido, procurando assim, o meu orgasmo e sinto todo o meu corpo tremer e se arrepiar de prazer. Fechei os olhos, tentando aproveitar cada instante. 
Senti ondas de prazer invadir cada pedaço do meu corpo, e minha vagina 'piscar' ainda com o seu pênis dentro de mim. Forcei mais o quadril contra o dele, gozando em instantes. Cravei minhas unhas em sua barriga e as apertei soltando um gemido alto e longo de prazer. Diminui o ritmo, rebolando mais devagar e ofegante, olhei para o seu rosto em busca de seus olhos e o encontro com um sorriso lindo, direcionado a mim, sorri de volta parando os movimentos aos poucos. 
Deitei com a cabeça em seu peito, dei uma última rebolada e tirei nossos quadris de sintonia. Me deitei ao seu lado, enquanto nossas respirações voltavam ao normal. 
- É bom eu começar a me trocar para poder sair antes de você. - Arthur disse depois de um tempo que estavamos deitados, ele se sentou e pegou sua calça e sua camisa que estavam próximos, sua boxer ele já havia posto, pois assim que voltamos a respirar calmamente colocamos nossas roupas íntimas. 
- Não. - falei me sentando e colocando a mão em seu tórax, meio que para impedi-lo de se levantar. 
- Não?! - Ele me olhou confuso, deve ter achado estranho, pois já estava acostumado com o nosso caso escondido... Bem, estava na hora de algumas coisas mudarem... 
- É Arthur, não! Cansei de fingir tudo isso! - Falei tirando as mão de seu peito e comecei a colocar minha camisa que estava jogada logo atrás de mim. 
- Cansou?! Ah! Claro, só porque o Rodrigo - ele fez uma careta de nojo ao pronunciar o nome - descobriu, você se cansa de tudo? - Arthur disse mudando o tom de voz e colocando a camisa bruscamente. 
- Eu só falei que cansei de casos escondidos. - expliquei, mas que menino complicado, nem eu fiz todo esse drama. 
- Eu SOU um caso escondido! - ele aumentou a voz. 
- ARTHUR CALA A BOCA E ESCUTA! - eu gritei me ajoelhado de frente a ele - Eu não me cansei de você, não tem como eu me cansar de VOCÊ! Eu não quero mais ninguém! O Chay me mostrou o quão tola eu sou por você! É, é isso ai... Não me cansei de você, a diferença é que eu não quero mais me esconder com você! Que se exploda o mundo, se você me aceitar somente sendo sua e você sendo só meu - olhei em seus olhos e apoiei minhas mãos em suas pernas e me aproximei um pouco - Arthur... Eu gosto de você! - fechei meus olhos e neguei com a cabeça - Não! Eu sou apaixonada por você! - terminei de falar e fiquei encarando aqueles olhos que não expressavam nada assim como o resto de seu rosto que não mostrava nada, a não ser um pouco de choque. Então soltei um suspiro tirei minhas mão de sua perna e voltei a minha posição inicial de cabeça baixa. 
- Eu...Eu...- ele começou a falar e soltou um suspiro longo, ele veio com o corpo um pouco para a frente, ficando bem em minha direção. Ele colocou os dedos delicadamente em meu queixo fazendo com que eu voltasse a olhá-lo em seus olhos, fixando o mesmo nos meus - Eu te amo. - foram suas únicas palavras antes de me puxar para um beijo calmo, porém com muito sentimento. Não é porque agora eu vejo as coisas de um outro jeito, mas esse beijo foi mais para expressar sentimento e palavras não ditas por todos esse anos, do que somente desejo, atração física. 
Assim que separamos do beijo, ficamos um tempo com nossas testas coladas só nos olhando com um sorrisinho bobo em nossos rostos. 
Nós levantamos e terminamos de nos trocar, assim que ouvimos o sinal tocar e a euforia dos alunos saindo se suas salas e prédio, invadiram nossos ouvidos. 
Seguimos direto para o refeitório e ao chegar na entrada do mesmo, Arthur pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos e soltou o seu sorriso, que no começo para mim era enigmático, mas agora eu descobri que no fundo eu sempre soube que era amor, paixão. 
Entramos e senti todos os olhares sobre nós e ao passarmos por Rodrigo que estava rodeado de meninas querendo “consolá-lo” o ouvi dizer: 
- Finalmente, não? - e ele sorriu carinhosamente para mim, minha única resposta foi um sorriso espontâneo. 
Arthur e eu nós sentamos em uma mesa um pouco mais afastada, assim que sentamos ele passou um dos braços por sobre minha cintura, me virei para ele e coloquei uma das minhas mãos em seu rosto e cochichei em seu ouvido: 
- Eu também te amo! - e então dei um beijo em sua bochecha, sentindo um sorriso se formar em seu rosto. 

FIM

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